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Exclusivo: Filho de Ibaneis comprou imóvel de R$ 10 milhões com recursos da Reag e financiado pelo BRB

O portal Vero Notícias apurou com exclusividade que a Polícia Federal (PF) investiga a utilização de recursos da Reag Investimentos por Caio Carvalho Barros, filho do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para a compra de um luxuoso imóvel na capital federal avaliado em R$ 10 milhões.

Documentos obtidos com exclusividade pela reportagem mostram que Caio Barros, listado como um dos advogados do escritório do pai, Ibaneis Advogados e Consultoria, comprou um apartamento duplex de 467 m² no Noroeste (no endereço Superquadra Noroeste 106), região nobre de Brasília.

O imponente imóvel foi adquirido pelo filho de Ibaneis Rocha em 19 de março de 2025 por R$ 9.250.000,00 e teria sido pago com recursos originados da Reag Investimentos em um fundo abastecido com recursos da facção criminosa PCC.

Como revelou o jornal O Globo nesta terça-feira (10), o escritório de advocacia do gestor estadual fechou um contrato de R$ 38 milhões de venda de honorários de precatórios com a gestora controlada por Nelson Tanure. Esse montante, apurou o Vero Notícias, chegou a ser utilizado pela família para investir posteriormente no mercado imobiliário.

A escritura, obtida pela reportagem, também mostra que uma semana antes de adquirir o apartamento duplex, Caio Barros contraiu um empréstimo de R$ 5.904.000,00 junto ao Banco de Brasília (BRB), instituição financeira em que o pai, na condição de governador, é sócio majoritário.

Valorização e desvalorização do imóvel

O registro geral do duplex de matrícula de nº 167.943 mostra que, antes de ser repassado a Caio Barros, o imóvel havia sido comprado na planta por R$ 5,5 milhões por José Antônio Batista Costa, atual CEO do PicPay, banco digital ligado ao grupo J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista.

Dez meses e 13 dias depois, em 25 de julho de 2024, José Batista decidiu vender a propriedade imobiliária para o empresário Cláudio Mohn França, tendo o valor quase que duplicado, alcançando R$ 10 milhões.

O estranho é que a valorização anterior não se repetiu cinco meses depois, quando o luxuoso apartamento foi repassado para Caio Barros por R$ 9.250.000,00, registrando uma defasagem de 7,5% do valor do bem.

Procurada, a J&F informou que o repasse do imóvel de José Batista a Cláudio França ocorreu como “parte do pagamento de outro imóvel que José Antônio comprou do empresário”. Já o advogado Caio Carvalho Barros foi procurado por meio do escritório, mas não se manifestou.

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