O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (9), em publicação na rede X, que o Brasil seguirá em tratativas para ampliar parcerias com os Estados Unidos.
Segundo Lula, a agenda bilateral será conduzida pelo “caminho do diálogo sem abrir mão de nossa soberania”. A manifestação ocorre após reunião com o presidente norte-americano, Donald Trump, realizada na última quinta-feira (7).
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De acordo com o relato divulgado sobre o encontro, os dois governos discutiram comércio bilateral, negociações tarifárias, cooperação no combate ao crime organizado e minerais críticos e estratégicos. Na sexta-feira (8), Trump voltou a citar o “bom relacionamento” com o presidente brasileiro e confirmou conversas sobre tarifas e outros temas.
Um dos pontos centrais da reunião foi o fluxo comercial entre os dois países. No encontro, foi mencionado que o Brasil registrou déficit comercial com os Estados Unidos no ano passado, em uma faixa entre US$ 20 bilhões, pelos dados apurados pelo governo brasileiro, e US$ 30 bilhões, segundo números americanos.
O governo dos Estados Unidos tem usado saldos comerciais nas relações bilaterais como argumento para justificar medidas tarifárias.
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Na área de mineração, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que Lula mencionou a aprovação, na Câmara dos Deputados, do marco legal voltado à recepção de investimentos no setor de minerais críticos. Silveira também defendeu pluralidade de diálogo e a entrada de recursos de diferentes origens, incluindo China, Estados Unidos e Rússia.
Na área de segurança financeira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse na quinta-feira (7) esperar avanço em novos acordos de cooperação com os Estados Unidos para operações de combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.
Para o setor produtivo, o efeito prático das tratativas dependerá do detalhamento de eventuais acordos sobre tarifas, investimentos e cooperação. Até o momento, os dois governos não divulgaram medidas setoriais nem cronograma formal de implementação.
O desdobramento técnico da reunião dependerá das próximas rodadas de negociação entre os dois países. Sem anúncios de mudanças tarifárias ou compromissos comerciais específicos até agora, o mercado deve acompanhar os detalhes sobre comércio, minerais estratégicos e cooperação institucional.
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