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Juros futuros sobem com escalada no Oriente Médio e pressão do petróleo

Os juros futuros fecharam em alta nesta quarta-feira (8), em meio à retomada das preocupações com os efeitos do petróleo sobre a inflação após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O avanço perdeu parte da força ao longo da sessão, mas seguiu firme com novas ameaças de ataques e alertas de retaliação ligados ao conflito.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 passou de 14,04% no ajuste de terça-feira para 14,055%. O DI para janeiro de 2029 subiu de 14,285% para 14,38%, enquanto o DI para janeiro de 2031 avançou de 14,385% para 14,485%.

O movimento refletiu a volta do petróleo ao centro das atenções do mercado, diante do risco de pressão adicional sobre a inflação. A leitura entre agentes é de que o quadro eleva o grau de dificuldade para os bancos centrais, em um momento em que o fluxo no Estreito de Ormuz segue comprometido.

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As taxas já iniciaram o pregão pressionadas depois de o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos revogar, na terça-feira (7), uma licença que permitia a venda de óleo com origem no Irã. Na sequência, forças militares americanas voltaram a atacar o país, em retaliação a ofensivas de Teerã contra embarcações comerciais em Ormuz.

Ao longo do dia, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do vice-presidente JD Vance reforçaram a aversão ao risco. Trump afirmou, durante a cúpula da Otan em Ancara, na Turquia, que o acordo temporário de cessar-fogo com o Irã “acabou” e mencionou a possibilidade de uma operação militar ainda nesta quarta-feira (8). Vance disse que, se o Irã voltar a atirar contra navios, os EUA responderão.

No mercado de opções digitais de Copom, 71% das apostas seguiram concentradas em corte de 0,25 ponto porcentual da Selic na reunião de agosto, enquanto 28% indicavam chance de manutenção da taxa em 14,25%. Ainda assim, agentes avaliam que uma nova disparada do petróleo pode alterar a leitura para o ciclo de baixa dos juros no Brasil.

No exterior, a ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto (FOMC) não provocou efeito relevante sobre a curva de Treasuries nem sobre a curva local. Para Thomas Ryan, economista para América do Norte da Capital Economics, o documento confirmou uma postura mais conservadora do Federal Reserve.

Com a combinação entre risco geopolítico, petróleo em foco e expectativas para a política monetária, a curva de juros brasileira encerrou a sessão em alta, especialmente nos vencimentos mais longos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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