O chanceler argentino Pablo Quirno afirmou nesta quarta-feira (29) que o Mercosul seguirá em funcionamento e defendeu uma ampliação da abertura e da flexibilidade do bloco. Em entrevista a uma rádio argentina, ele disse que a posição da Argentina é evitar regras que, segundo ele, limitem a negociação de acordos com outros mercados.
Quirno afirmou que a Argentina defende “a maior flexibilidade possível” e “a maior abertura possível” dentro do Mercosul. Segundo o chanceler, o país não pode permanecer “preso a um esquema” que o impeça de “se abrir ao mundo”.
Na entrevista, o ministro também declarou que divergências políticas entre os presidentes dos países-membros não impediram avanços recentes no bloco. A referência foi feita após os atritos entre o presidente argentino, Javier Milei, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Como exemplo, Quirno citou o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. De acordo com o chanceler, a assinatura ocorreu depois de 25 anos de negociações e o acordo passou a vigorar em 1º de maio.
Ao comentar o futuro do bloco, Quirno reconheceu que existem “diferenças marcantes” sobre qual deve ser o papel do Mercosul na economia dos países integrantes. A defesa de maior flexibilidade, segundo ele, está diretamente ligada a essa divergência de visão entre os sócios.
A declaração de Quirno reforça a posição da Argentina de manter o Mercosul em funcionamento, mas com regras mais abertas para a negociação com outros mercados.
Fonte: Estadão Conteúdo
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