Antes da decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter os depósitos judiciais do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) com o Banco de Brasília, o Banco Central (BC) avaliou antecipar uma eventual liquidação do BRB caso a perda dos depósitos judiciais do TJBA provocasse um “descasamento contábil”.
O portal Vero Notícias apurou que o banco público brasiliense vem sustentando o caixa com contratos com os tesouros estaduais, com acordos firmados com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), mas, principalmente, com os depósitos judiciais.
Sem os recursos do TJBA, porém, a instituição financeira teria dificuldade em equalizar os ativos e passivos, deixando de honrar obrigações de curto prazo. A deterioração financeira, contudo, é monitorada pelo BC, em especial, após o BRB perder o contrato com o TJDFT em maio, mesmo tendo adiado a retirada dos recursos.
Como revelou com exclusividade o Vero Notícias nesta quarta-feira (26), o Palácio do Buriti atuou para convencer Luiz Fux a impedir a transferência dos depósitos judiciais do TJBA, adiando o impacto negativo da rescisão com o tribunal estadual para depois das eleições.