A BrasilAgro encerrou o quarto trimestre do ano-safra 2025/26, fechado em 30 de junho, com prejuízo líquido de R$ 13,9 milhões. No mesmo período do ciclo anterior, a companhia havia registrado lucro de R$ 61,3 milhões. A receita líquida total caiu 20%, para R$ 289,5 milhões, e o Ebitda ajustado total recuou 21%, para R$ 56,6 milhões.
O desempenho do trimestre foi influenciado principalmente pela menor receita com cana-de-açúcar e pela ausência de ganhos com venda de fazendas, que haviam somado R$ 72,2 milhões no quarto trimestre de 2024/25. A melhora operacional de soja e milho compensou parte desse efeito.
A receita líquida operacional, desconsiderando a venda de fazendas, cresceu 12% no trimestre, para R$ 255,9 milhões. A soja liderou esse avanço, com receita de R$ 167,4 milhões, alta de 76%, e volume faturado de 96,4 mil toneladas, aumento de 80%. Segundo a companhia, o resultado refletiu a concentração das vendas no quarto trimestre após a estratégia de carregamento de estoques adotada ao longo do exercício.
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Na cana-de-açúcar, a receita caiu 60%, para R$ 33,3 milhões. O volume faturado recuou 57%, para 217,4 mil toneladas. A companhia atribuiu o desempenho ao menor ritmo de moagem das usinas, com postergação de cerca de 280 mil toneladas para os trimestres seguintes. A margem bruta da cultura passou de 12% para 10%.
O lucro bruto total do trimestre somou R$ 58,4 milhões, queda de 30%. Já o Ebitda ajustado operacional avançou para R$ 56,6 milhões, ante resultado negativo de R$ 111 mil na temporada anterior. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 38,4 milhões, ante saldo positivo de R$ 12,9 milhões um ano antes.
No acumulado do ano-safra 2025/26, a BrasilAgro registrou prejuízo líquido de R$ 90 milhões, revertendo lucro de R$ 138 milhões no ciclo anterior. A receita líquida total caiu 25%, para R$ 926,7 milhões. No período, a receita de soja cresceu 22%, para R$ 444,8 milhões, a de milho avançou 52%, para R$ 91,7 milhões, e a de cana recuou 39%, para R$ 197,5 milhões.
No resultado anual, o Ebitda ajustado operacional cresceu 11%, para R$ 97,3 milhões, enquanto o Ebitda ajustado total caiu 63%, para R$ 99,3 milhões. A receita com venda de fazendas passou de R$ 241,3 milhões para R$ 4,1 milhões, e o ganho com essas operações recuou de R$ 180,1 milhões para R$ 2,1 milhões.
Fonte: Estadão Conteúdo
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