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Dez anos após tragédia com seis mortos na BR-277, motorista e supervisor serão julgados em Morretes

Acidente ocorrido em julho de 2016 envolveu 11 veículos e deixou outras 14 pessoas gravemente feridas

Por: Maisy Pires
Publicado em:
Atualizado em 21 de outubro de 2026, 16h56

Dez anos após um dos acidentes mais graves registrados na BR-277, em Morretes, no Litoral do Paraná, dois homens denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) serão levados ao Tribunal do Júri. O julgamento está marcado para a próxima quarta-feira (28) e envolve o motorista de um caminhão-tanque e seu supervisor direto, acusados de responsabilidade pela tragédia que deixou seis mortos e 14 pessoas gravemente feridas em 3 de julho de 2016.

Foto: reprodução

Na ocasião, o caminhão transportava etanol e seguia no sentido Curitiba–Paranaguá quando colidiu contra uma mureta de proteção, invadiu a pista contrária e atingiu 11 veículos. Nove deles foram incendiados após o impacto, provocando um incêndio de grandes proporções na rodovia.

Laudos periciais realizados na época apontaram que o caminhão trafegava entre 116 km/h e 132 km/h, acima do limite permitido no trecho.

Segundo a denúncia do MPPR, tanto o motorista quanto o supervisor assumiram o risco de provocar as mortes e os ferimentos. Os dois respondem por homicídio e lesão corporal.

Crimes ambientais

Além dos crimes contra a vida, o acidente também resultou em um processo por danos ambientais. O Ministério Público denunciou a transportadora, o motorista e o supervisor pelo derramamento de etanol, que atingiu uma área de preservação permanente às margens da BR-277, contaminando o solo e a água.

Nesse processo, o motorista foi condenado a um ano de detenção e 20 dias-multa, em regime aberto, com substituição da pena privativa de liberdade por uma restritiva de direitos. Já o supervisor foi absolvido por insuficiência de provas.

A ação relacionada aos crimes ambientais ainda tramita na Justiça, com recursos pendentes de julgamento.

O julgamento marcado para 28 de outubro tratará das acusações de homicídio e lesão corporal decorrentes da tragédia.

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