A Hyundai confirma oficialmente o nome Bayon na Índia antes do lançamento do novo modelo que ficará abaixo do SUV compacto Creta. Trata-se do mesmo carro que será fabricado no Brasil, a partir do ano que vem, com a mesma plataforma do i20. Inclusive, a novidade já foi vista em testes, em São Paulo, ainda camuflado, pela página do Placa Verde, no Instagram.
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A título de curiosidade, o nome Bayon foi inspirado em Bayonne, uma cidade no País Basco francês, conhecida por seu caráter singular e espírito dinâmico. Segundo a Hyundai, o nome reflete sua filosofia de design global e marca a chegada de um novo SUV.
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Novo SUV abaixo do Creta
Imagem: Divulgação
Pelo o que já se sabe a partir das imagens do carro que foram feitas até agora o novo Hyundai Bayon vem com para-lamas alargados que abrigam rodas de liga leve bicolores, um para-brisa traseiro inclinado com spoiler de teto e barras de teto. A foto acima foi gerada por IA a partir do flagra do site Carlelo na Coréia do Sul.
Na dianteira, o Bayon apresenta um conjunto de faróis divididos com luzes diurnas de LED em formato de L e uma entrada de ar retangular. Além disso, as lanternas traseiras serão conectadas por uma barra de luz, como já acontece em vários outros modelos, inclusive no i20.
Por dentro, esperamos que apresente um painel panorâmico curvo com duas telas de 12,3 polegadas (com botões físicos) para o painel de instrumentos e a central multimídia.
Outras novidades previstas incluem um visor de informações projetadas no para-brisa (HUD), plásticos de melhor qualidade, carregador de celular por indução, iluminação ambiente e um conjunto de sistemas de assistência ao motorista (ADAS) semiautônomos de nível 2.
Em vez de um projeto totalmente novo, o Bayon deverá utilizar uma versão atualizada da plataforma K da Hyundai. A maior rigidez estrutural deverá contribuir para que o modelo alcance uma classificação superior às 4 estrelas obtidas pelo modelo atual em 2021 no Euro NCAP.
Não espere milagres no quesito conforto de condução, com a manutenção da suspensão dianteira McPherson e do eixo traseiro de torção. No entanto, espera-se um carro mais refinado e com direção mais precisa.
Atualmente, o Bayon utiliza um motor turbo, de três cilindros e 1.0 litro de cilindrada, que no Brasil será flex, como no recém-lançado i20. Há rumores sobre a chegada de um sistema híbrido leve de 48 volts para atender às normas europeias de emissões cada vez mais rigorosas e que também poderá ser adotado no mercado brasileiro.
Avenger, WR-V e outros na mira

Imagem: Divulgação
A chegada do Hyundai Bayon ao Brasil no primeiro semestre de 2027 mira os SUV que custam um pouco menos que os compactos atuais. No caso do modelo da marca coreana, a estratégia é a mesma que a Jeep adota com o Avenger em relação ao Renegade e a Honda com o WR-V e o HR-V.
A estratégia das montadoras para ampliar a presença no mercado de SUVs passa, cada vez mais, pela criação de uma linha com diferentes tamanhos e faixas de preço. A ideia é oferecer ao consumidor mais de uma opção dentro da mesma família, evitando que ele precise deixar a marca quando busca um modelo menor ou mais acessível.
É exatamente esse movimento que a Jeep pretende explorar com o Avenger, um SUV menor que o Renegade. O modelo chega para ocupar uma faixa abaixo do tradicional SUV compacto da marca e disputar um público que procura um carro com dimensões mais enxutas, mas que ainda quer o estilo e a identidade de um SUV. Dessa forma, o Avenger não necessariamente substitui o Renegade, mas complementa a gama e amplia a porta de entrada para a Jeep.
A Honda segue uma estratégia semelhante com o WR-V e o HR-V. Enquanto o HR-V ocupa uma posição mais alta na linha, com maior porte e proposta mais sofisticada, o WR-V funciona como uma alternativa menor e mais acessível. A dupla permite que a Honda atenda diferentes perfis de consumidores dentro do segmento de SUVs compactos, criando uma escada de produtos dentro da própria marca.

Imagem: Divulgação
A Hyundai também caminha nessa direção com a chegada do Bayon ao lado do Creta. O Bayon tem uma proposta de SUV menor, pensado para atender quem deseja um veículo mais compacto e, potencialmente, mais acessível, enquanto o Creta permanece como uma opção de maior porte e posicionamento superior. A estratégia é semelhante à adotada por Jeep e Honda: criar diferentes degraus dentro da categoria de SUVs.
Mais do que simplesmente lançar novos modelos, as três fabricantes parecem apostar em uma tendência importante do mercado: a diversificação dos SUVs. O consumidor passou a encontrar veículos com diferentes dimensões, preços e níveis de equipamentos, e as montadoras perceberam que ter apenas um modelo em determinada categoria pode significar deixar compradores potenciais nas mãos da concorrência.
Nesse cenário, Avenger, WR-V e Bayon cumprem uma função estratégica. Eles podem atrair consumidores que consideram o Renegade, HR-V ou Creta grandes ou caros demais, mas que ainda querem a posição de dirigir, o visual e a sensação de versatilidade associados a um SUV.
A consequência é uma disputa cada vez mais acirrada pela base do mercado de SUVs. Em vez de concentrar suas apostas em um único produto, Jeep, Honda e Hyundai passam a construir verdadeiras famílias de utilitários esportivos, com modelos próximos em tamanho, mas diferentes em preço e proposta. A tendência é que essa estratégia deixe o consumidor com mais opções — e as marcas, com mais oportunidades de conquistar e manter clientes dentro de seus próprios portfólios