Piloto esperou passageira grávida que vinha correndo pelo aeroporto, e o voo ficou no portão tempo suficiente para que ela e outros amigos alcançassem a conexão em Dallas, nos Estados Unidos. O grupo tinha corrido pelo aeroporto depois que um atraso encurtou a escala prevista.
A decisão evitou que os viajantes perdessem o trecho até Panama City Beach, na Flórida. A passageira Kiley estava no sétimo mês de gravidez e vinha atrás da amiga Brittany Kamerman, que chegou primeiro ao portão de embarque e pediu alguns minutos de espera.
Piloto espera passageira grávida e acompanha grupo até o avião
Kamerman viajava com sete amigos em uma viagem para celebrar os 30 anos de uma amiga. O grupo saiu de Salt Lake City, no estado de Utah, e tinha 45 minutos para fazer a conexão no Aeroporto Internacional de Dallas Fort Worth.
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O grupo tinha apenas alguns minutos para chegar ao portão do próximo vooFoto: @brittanykamerman/TikTokO primeiro voo atrasou 50 minutos. Quando o avião pousou, restavam cerca de 30 minutos até a partida seguinte, enquanto o caminho entre os portões levava, em média, 18 minutos.
De acordo com a Newsweek, Kamerman conseguiu desembarcar cedo por estar sentada perto da frente e correu até o portão. Ela pediu que agentes da American Airlines aguardassem o restante do grupo, mas embarcou depois de receber uma recusa. Já dentro da aeronave, ela explicou a situação a uma comissária de bordo.
O capitão ouviu a conversa, deixou o avião, voltou pelo finger e esperou pelos passageiros. Quando Kiley e os amigos chegaram, ele os acompanhou pessoalmente até a aeronave, que permaneceu no portão.
@brittanykamerman When gate agents say “not waiting,” but your pilot’s got your back. Literally. 🫡✈️ #PilotOfTheYear #AirportHero #PregnantAndPowerful #POV #MainCharacterEnergy @kileymcp ❤️🔥🦋🪿 ♬ I’m Still Standing – Elton John
Comandante tem autoridade final, mas operação envolve a companhia
Nos Estados Unidos, a regra federal estabelece que o piloto em comando é diretamente responsável e tem a autoridade final sobre a operação da aeronave, como prevê a norma sobre a autoridade do piloto em comando.
A situação chamou atenção depois de ser compartilhada nas redes sociaisFoto: @brittanykamerman/TikTokEm voos comerciais, porém, o controle operacional também envolve a empresa aérea e seu diretor de operações. Essa responsabilidade compartilhada aparece na regra federal para operações de transporte aéreo.
A American Airlines informa que as regras para passageiras grávidas tratam principalmente de condições médicas e de períodos próximos ao parto. A política da empresa não prevê embarque antecipado automático para toda gestante, segundo as orientações da companhia para viagens durante a gestação.
No Brasil, gestantes têm prioridade também nas conexões
Para quem viaja no Brasil, a regra é diferente. A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) classifica gestantes como passageiras com necessidade de assistência especial e prevê atendimento prioritário no embarque e nas transferências entre voos.
Em uma conexão, a companhia responsável pelo primeiro trecho deve manter a assistência até a apresentação da passageira à empresa do voo seguinte, conforme a Resolução nº 280 da ANAC. A norma condiciona esse atendimento às regras de segurança da operação.