A Marcha para Jesus voltou à Orla do Guaíba, em Porto Alegre, no sábado (7), após cinco anos de interrupção. Cerca de 20 mil pessoas participaram do encontro, segundo a organização, em uma celebração que reuniu diferentes denominações evangélicas.
Ao contrário de edições anteriores, que tinham um percurso, a programação ocorreu em uma concentração fixa. Durante três horas, fiéis de várias cidades do Rio Grande do Sul acompanharam apresentações musicais, momentos de louvor e orações.
O Conselho de Pastores de Porto Alegre organizou o evento com apoio de representantes de diversas igrejas. A edição teve parceria do movimento A Origem, que em abril havia reunido cerca de 25 mil pessoas no mesmo local.
Presidente do conselho, o pastor Olavo Nunes disse que a proposta da marcha é exaltar o nome de Jesus sem dar protagonismo a uma denominação específica. A volta reuniu vários ministérios, após um período marcado pela pandemia e pela enchente no estado.
Marcha para Jesus teve celebração sob chuva e vento
Famílias participaram da programação com cartazes, faixas e camisetas temáticas. A estrutura montada na orla tinha telões e um sistema de som de alta potência para as apresentações e os demais momentos da celebração.
Houve abertura de sol nos primeiros minutos, mas uma garoa fina e ventos fortes atingiram a área do evento. As condições levaram os organizadores a desmontar parte da estrutura de telões de LED, enquanto o público permanecia no local.
A estimativa de cerca de 20 mil participantes foi apresentada pela organização. Outra estimativa atribuída aos organizadores situou o público entre 20 mil e 50 mil pessoas ao longo das três horas de celebração.
Entre os presentes estava a estudante Amanda Rocha Pereira, de 16 anos, que acompanhou o encontro perto do palco e cantou com a multidão. Ela frequenta a Igreja Reviver, na zona sul da capital, e relatou que essa participação tem transformado sua vida.
O pastor Douglas Kowalski, da Igreja Lugar de Gente Feliz (LGF), falou sobre a presença de crianças e jovens. Para ele, deixar um legado às novas gerações é uma das preocupações ligadas à celebração e à vida da igreja.
“Uma das nossas preocupações é deixar um legado, principalmente para as crianças e os jovens, que são muitos entre nós”, afirmou Kowalski. Ele também mencionou o convívio entre gerações na prática da fé.
“Dizemos que a igreja é um lugar para pais, filhos e avós cultuarem juntos. E hoje estamos fazendo história aqui em Porto Alegre”, disse o pastor. Famílias de diferentes cidades gaúchas estavam entre as pessoas que acompanharam a programação na orla.
Retomada após pandemia e enchente
A programação anual da Marcha para Jesus foi interrompida durante a pandemia e, depois, pela enchente que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024. Nunes relacionou a retomada ao período em que igrejas ajudaram famílias e trabalharam na reconstrução.
“É uma festa essa volta. Tivemos a pandemia, depois a enchente. Estávamos ajudando as famílias. Muitas igrejas ficaram debaixo d’água”, afirmou o pastor. Ele disse que a reconstrução antecedeu o retorno do encontro em Porto Alegre.
Ao falar da participação de diferentes ministérios, Nunes declarou: “Estávamos reconstruindo e agora conseguimos retomar essa manifestação plural, com vários ministérios. Nosso coração está feliz”. A celebração reuniu representantes de diversas igrejas na organização e entre os participantes.
O pastor também descreveu a marcha como uma forma de marcar o retorno da realização anual. “A Marcha para Jesus é um grito de estamos de volta porque a realização anual precisou ser interrompida durante a pandemia e depois por causa da enchente”, disse.
Nesta edição, a concentração na orla substituiu o deslocamento adotado em anos anteriores. O público acompanhou a programação no espaço onde foram instalados o palco, os telões e o equipamento de som.
A parceria com A Origem aproximou a marcha de um movimento que já havia promovido uma reunião no mesmo local da capital gaúcha. A mobilização de abril reuniu cerca de 25 mil pessoas, antes da celebração realizada neste sábado.
Evento no calendário nacional
A Marcha para Jesus é tradicionalmente realizada no primeiro sábado de novembro. Neste ano, a edição de Porto Alegre ocorreu no dia 7 e marcou a volta do evento à cidade depois do intervalo de cinco anos.
A mobilização chegou ao Brasil em 1993 e passou a integrar o calendário oficial do país em setembro de 2009. Sua inclusão é regulamentada pela Lei Federal 12.025, que trata da data no calendário nacional.
A marcha também é realizada em outros países. Entre os lugares que recebem a mobilização estão Argentina, Canadá, Estados Unidos, França, Israel e Japão.
Fonte: GZH
Também consultado: Correio do Povo.