Santa Catarina atingiu um marco histórico para o empreendedorismo ao ultrapassar 1,5 milhão de empresas ativas. O crescimento expressivo do número de negócios reflete a vocação empreendedora do catarinense e a eficácia das políticas de desburocratização implementadas pelo Estado. Mas além dos números, é preciso analisar os desafios e as oportunidades que essa expansão traz para a economia local.
O expressivo volume de MEIs (Microempreendedores Individuais), que representam 52% do total, demonstra que cada vez mais catarinenses buscam formalizar seus negócios, garantindo segurança jurídica e acesso a benefícios previdenciários.
No entanto, é essencial garantir que esses pequenos negócios tenham condições de crescimento sustentável, evitando que se mantenham na informalidade disfarçada e sem acesso a crédito ou linhas de fomento adequadas.
A facilitação na abertura de empresas, impulsionada por programas como SC Bem Mais Simples e Simplifica SC, tem sido um fator determinante para essa marca histórica.
A modernização da Jucesc (Junta Comercial de Santa Catarina), incluindo o uso de Inteligência Artificial para acelerar processos, também contribui para um ambiente de negócios mais ágil. Essas ações são fundamentais para manter o Estado como referência nacional em empreendedorismo.
Contudo, a criação de empresas por si só não garante desenvolvimento econômico. É fundamental que haja um ecossistema favorável para que essas empresas prosperem, gerem empregos e contribuam para o crescimento do Estado.
Isso passa por investimentos em capacitação, acesso a crédito e infraestrutura para que os negócios possam se consolidar e expandir. Além disso, a carga tributária e os custos operacionais ainda são desafios para muitos empresários.
Santa Catarina tem se mostrado um Estado resiliente e inovador, impulsionado pelo espírito empreendedor de sua população. No entanto, para que o crescimento das empresas se traduza em benefícios duradouros, é necessário garantir um ambiente de negócios que favoreça a competitividade e a sustentabilidade.
O desafio agora não é apenas registrar novos CNPJs, mas assegurar que eles se tornem negócios sólidos, gerando empregos e impulsionando a economia catarinense no longo prazo.