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Fusca Srie Ouro sem uso brilha como o metal valioso; veja o preo

Já são quase 30 anos desde que o último Fusca feito no Brasil saiu da linha de montagem da fábrica da Volkswagen. Produzido de 1993 a 1996, recebeu o apelido ‘Itamar’ em homenagem ao então Presidente da República, Itamar Franco. Como é de praxe, a fábrica não deixou de lançar uma série de despedida do clássico, a “Série Ouro”, que está cada vez mais valorizada.

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O Volkswagen Série Ouro, na cor prata Lunar, que está à venda e aparece nas imagens, é um exemplo. Segundo nos conta o Evandro, da loja Salvajoli Clássicos e Especiais, o exemplar só teve dois donos, e atualmente está com 700 km originais.

“É a última edição do nosso querido Fusca e, por isso, quem comprava os exemplares da edição especial de despedida eram colecionadores, como eu, que fizeram questão de mantê-los novos”, relata.

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Segundo o empresário, o Fusca está com ele há 10 anos e, desde então, nunca rodou com o carro. Até os pneus radiais Firestone F-560 calçados em rodas de 15 polegadas são ainda os originais e resistiram bem aos quase 30 anos.

Na parte externa, há ainda detalhes dos faróis de neblina, adesivo comemorativo da edição e nova grafia “Fusca” em alto relevo colada na tampa traseira, que são originais, sem reproduções.

DETALHES DO INTERIOR

VW Fusca Série Ouro 1996 tem tecido usado no Pointer GTi e volante do Gol da segunda geração
Imagem: Reprodução/Salvajoli Veículos Antigos

Esta série limitada traz uma mescla de acabamentos de outros carros da marca. O tecido dos bancos e forrações de portas é igual ao que revestiu o Pointer GTi. Já o volante espumado é o mesmo do Gol e está perfeito no exemplar de Evandro. 

O Fusca é um sucesso que povoa a mente não só de entusiastas, mas também de muitos proprietários que um dia puderam realizar o grande sonho. O valor pedido para uma unidade praticamente 0 km como esta da Salvajoli Clássicos é de R$ 300 mil.

Em 1996, com o lançamento do Série Ouro, as diferenças básicas se resumiam apenas a detalhes estéticos e no acréscimo de mais itens de série. De resto, tudo permanecia como tal, a exemplo do tradicional motor boxer a ar de dupla carburação que alia robustez e simplicidade na manutenção.

Na versão mais potente, movida a etanol, o propulsor desempenha 58,7 cv, disponíveis a partir dos 4.300 giros, e torque de 11,9 kgfm a 2.800 rpm. O câmbio é a conhecida e confiável manual, com quatro marchas e a tração tração traseira.

Em termos de desempenho, o Itamar Série Ouro fazia o zero a 100 km/h em 14,3 segundos e sua velocidade final era de pouco mais de 140 km/h, nada muito além do que a proposta de carro popular ditava à época. 

Em termos de consumo, esse era seu “calcanhar de Aquiles”. No perímetro urbano, segundo dados da Volkswagen, o Fusca conseguia percorrer 8,4 quilômetros com um litro de etanol e, no ciclo rodoviário, 9,7 km/l.

A VOLTA DO FUSCA AO BRASIL

VW Fusca Série Ouro 1996
VW Fusca Série Ouro 1996 vem com lanternas traseiras fumês originais e o emblema dourado do nome do modelo 
Imagem: Reprodução/Salvajoli Veículos Antigos

O início da produção do Fusca no país começou em 1959, na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). Com o seu término na produção em 1986, a Volkswagen não poderia deixar de lançar o Fusca Última Série com uma tiragem de 850 unidades. Mas a sua ressurreição estava decretada para a alegria dos mais saudosistas. 

No início da década de 1990, em meio à abertura das importações do governo anterior, o então presidente da república Itamar Franco sugeriu à Volkswagen a volta do Fusca. A ideia era enquadrá-lo no conceito dos carros populares de mais cilindrada. 

Depois da decisão conjunta entre o chefe do poder executivo e o presidente da Autolatina, Pierre-Alein de Smedt, nascia, ou melhor, renascia o Fusca em 1993. Foi produzido até 1996 e recebeu o apelido de “Itamar” em homenagem ao então presidente do Brasil. 

No geral, a carroceria era a mesma, mas para atualizá-los aos novos padrões, vieram novas cores, ignição eletrônica, catalisador, retrovisor do lado direito, pneus radiais, para-brisa laminado, bancos e portas com novos revestimentos.

O projeto ultrapassado frente à concorrência, aliado às poucas mudanças significativas ao longo dos anos, fez com que esta série tivesse vida curta. Fora isso, a vinda de novos populares com projetos mais promissores contribuiu para o fim do carro.

Com um investimento de 30 milhões pela volta do Volkswagen Fusca, o projeto rendeu pouco mais de 46 mil veículos comercializados até o final de sua produção. 

 

VW Fusca Série Ouro 1996
VW Fusca Série Ouro 1996 está até os os pneus Firestone F-560 vindos da fábrica, em São Bernardo do Campo (SP)
Imagem: Reprodução/ Salvajoli Clássicos e Especiais

 

Fernando Garcia

Especialista em anlises do mercado de veculos usados, Fernando Garcia tem passagens por revistas automobilsticas e no AUTOO traz vrios artigos especiais com curiosidades, servios e dicas.

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