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BYD Dolphin Mini e outros eletrificados podem ficar sem reduo de imposto; veja lista

O Brasil deu um novo passo rumo à eletrificação veicular com a entrada em vigor do IPI Verde, política que integra o programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação). O decreto, publicado ontem (10), estabelece uma nova lógica para o cálculo do Imposto sobre Produtos Industrializados com foco na sustentabilidade, eficiência e segurança dos veículos vendidos no país.

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A regra já está valendo e pode ter impacto direto nos preços, para cima ou para baixo, a depender das características de cada modelo.

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Como funciona o IPI Verde?

A base da nova regra é a alíquota de 6,3% para veículos de passeio e 3,9% para comerciais leves. A partir daí, o valor pode ser ajustado, para mais ou para menos, conforme cinco critérios técnicos:

  • Tipo de motorização
  • Eficiência energética
  • Potência do veículo
  • Equipamentos de segurança embarcados
  • Nível de reciclabilidade dos componentes

Modelos mais econômicos, seguros e sustentáveis recebem bônus que reduzem a alíquota. Já os que emitem mais poluentes, consomem mais combustível ou contam com motorizações convencionais (principalmente gasolina ou diesel), acabam pagando mais imposto.

O destaque da medida é a criação da categoria Carro Sustentável, reservada a veículos compactos ou utilitários leves que apresentem elevado nível de eficiência ambiental, consumo reduzido e que sejam produzidos no Brasil com pelo menos 80% de reciclabilidade.

Nessas condições, o IPI pode ser zerado, um incentivo para montadoras que investem na produção local de veículos eletrificados.

Quais modelos podem se beneficiar agora?

Toyota Corolla Cross tem versão híbrida fabricada no Brasil e pode se beneficiar do IPI reduzido
 Imagem: Divulgação

Na prática, os modelos que mais se aproximam das exigências são os híbridos flex fabricados nacionalmente. É o caso do Toyota Corolla Altis Hybrid e do Corolla Cross Hybrid, produzidos em São Paulo, que combinam motor elétrico com propulsor a combustão flex. Eles podem ter uma redução de até 3,5 pontos percentuais na alíquota do IPI.

A GWM também desponta como uma potencial beneficiada. Com a produção dos modelos Haval H6 HEV e PHEV prevista para começar em Iracemápolis (SP), a marca promete investir em híbridos compatíveis com etanol e recheados de tecnologia, mirando diretamente nos benefícios do IPI Verde.

A BYD, por sua vez, já iniciou a montagem de veículos em Camaçari (BA) no regime SKD (com peças importadas e montagem local), mas espera começar a produção nacional plena até 2026.

Modelos como Dolphin Mini, Song Pro e King têm boas chances de se beneficiar futuramente, desde que avancem na nacionalização e se enquadrem nos critérios técnicos de sustentabilidade e eficiência.

Elétricos ainda ficam para depois

Volvo EX30 Plus
Volvo EX30 Plus é um modelo 100% elétrico e importado e não entra na lista dos modelos do programa “Carro Sustentável”
Imagem: Divulgação

Apesar do foco ambiental da política, a maioria dos modelos 100% elétricos (BEVs) disponíveis atualmente no Brasil acaba de fora dos maiores incentivos. O motivo? A produção nacional ainda é praticamente inexistente nessa categoria.

Carros como BYD Dolphin, Renault Kwid E-Tech, Volvo EX30, embora limpos na propulsão, são todos importados e, portanto, não se encaixam na categoria “Carro Sustentável”. Ou seja, continuam pagando IPI e não têm acesso ao desconto máximo.

Penalidades para motorização convencional

O decreto também estabelece penalidades claras para veículos com motorização menos eficiente ou poluente. Modelos movidos a gasolina ou diesel, por exemplo, terão aumento de alíquota. Veja como ficam as variações em relação à alíquota-base para veículos de passeio:

  • Elétrico (BEV): –2,0 p.p.
  • Híbrido plug-in flex ou etanol (PHEV): –2,0 p.p.
  • Híbrido completo flex ou etanol (HEV): –1,5 p.p.
  • Híbrido leve flex ou etanol (MHEV): –1,0 p.p.
  • Etanol puro (sem eletrificação): –0,5 p.p.
  • Flex (sem eletrificação): 0,0 p.p.
  • Híbrido plug-in a gasolina: +2,0 p.p.
  • Híbrido completo a gasolina: +3,0 p.p.
  • Híbrido leve a gasolina: +4,5 p.p.
  • Híbrido plug-in a diesel: +3,0 p.p.
  • Híbrido completo a diesel: +4,0 p.p.
  • Híbrido leve a diesel: +5,5 p.p.
  • Gasolina convencional: +6,5 p.p.
  • Diesel convencional: +12,0 p.p 

Ou seja, quem aposta em modelos a combustão tradicional, especialmente a diesel, pagará significativamente mais imposto.

O IPI Verde estará em vigor até dezembro de 2026 e deverá servir como etapa de transição até que as novas regras da Reforma Tributária entrem em cena. Até lá, a expectativa é que mais montadoras passem a produzir eletrificados no Brasil, visando aproveitar as vantagens fiscais.

Montadoras como Stellantis, Renault e a própria Toyota já sinalizaram intenção de aumentar a produção local de híbridos. 

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