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Dodge 1800 SE tem mais de 50 anos, mas como novo; veja o preo da joia rara

O Dodge 1800 foi produzido em solo nacional a partir de 1972 pela Chrysler do Brasil, que operou entre os anos de 1967 a 1981. Conhecida por fabricar modelos de grande porte como os sedãs e cupês da linha Dart e Charger, a filial brasileira ampliou seus horizontes. O truque era entrar de cabeça no mercado dos médios-pequenos e brigar com Ford Corcel, Volkswagen TL.

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Em 1974, a empresa lançou a esportiva do Dodge 1800, a SE que se diferenciava da L e GL basicamente pelo acabamento dos para-choques, molduras dos vidros e grade em preto fosco – um costume para dar esportividade em substituição aos cromados. É desse exemplar o modelo à venda pela Garagem Brasil Antigos, um modelo que além de raro, está em perfeito estado de conservação.

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“O nosso exemplar pertenceu a um amigo e colecionador de veículos da marca Dodge e agora nós estamos disponibilizando essa raridade única e exclusiva”, comenta Sizenando Braga Coutinho.

Oferecido por R$ 250 mil, o exemplar é um sobrevivente, não só pelo excelente estado de conservação, mas por se tratar justamente do mais raro dos Dodge 1800 SE.

Segundo nos contou o antigomobilista, todo o interior do Dodginho está como saiu de fábrica. Os bancos e revestimento de portas com estampa xadrez e na cor vermelha combinam perfeitamente com a pintura externa.

O motor 1.8 de quatro cilindros está em plena forma e devidamente revisado para quem for comprá-lo, poder ir aos encontros de carros antigos de domingo ou mesmo um passeio em família.

O LANÇAMENTO DO DODGE 1800 NO BRASIL

Dodge 1.800 chegou para concorrer com Ford Corcel, Chevrolet Chevette entre outros modelos
Imagem: Divulgação

Com o projeto do Dodge 1800, a Chrysler do Brasil – então divisão da americana Chrysler Corporation, atual Stellantis North America – correu contra o tempo. Isso porque, a Volkswagen estava para lançar o Brasília e a Chevrolet, o Chevette, dois nomes promissores para o mercado nacional.

A inspiração do Dodge 1800 brasileiro – ou Dodginho, por ser o primeiro compacto da marca no Brasil – veio do modelo inglês Hillman Avenger de duas portas, com motor dianteiro e tração traseira, comercializado por lá desde 1970.

Toda a produção era concentrada na linha de montagem de São Bernardo do Campo. No entanto, para baratear os custos, a Chrysler do Brasil buscou acordos com a Chrysler Argentina, a qual já produzia o sedã de quatro portas Dodge 1500 desde 1971.

Com tudo pronto, em 1972, o 1800 era apresentado oficialmente no Salão do Automóvel junto a outros destaques da Chrysler, como o Dodges Gran Sedan, Gran Coupé e Charger. No entanto, o Dodginho acabou roubando a cena, justamente por ser um “estranho no ninho”.

Com desenho bem moderno para a época, o compacto da Dodge tinha um estilo fastback. A parte dianteira era composta de quatro faróis redondos e grade que percorria toda a extensão do conjunto óptico. Já a traseira tinha um estilo menos agressivo, com lanternas retangulares entre o nome Dodge estilizando bem ao centro.

Outra característica peculiar vinha dos para-choques e frisos cromados espalhados por toda a carroceria, incluindo as molduras das janelas. Um detalhe curioso eram as grelhas que compunham, as janelas traseiras que tinham efeito meramente decorativo. As rodas de aço de 13 polegadas, por sua vez, tinham desenho esportivo.

DODGE 1800: UM NOVO CONCEITO DE CARRO POPULAR

Dodge 1.800
Dodge 1.800 foi o menor modelo que a marca vendeu no Brasil e se tornou raro ao longo do tempo no país
Imagem: Divulgação

Apesar das dimensões reduzidas de 4.125 mm de comprimento, 1.587 mm de largura, 1.420 mm de altura, o Dodge 1800 era um veículo espaçoso e com bom porta-malas de 316 litros. Ainda assim, acabou perdendo para o Ford Corcel, com 380 l.

Inicialmente, o caçula da marca foi oferecido nas versões L (Luxo) e GL (Gran Luxo), sempre com carroceria de duas portas e motor 1.8 de quatro cilindros acoplado ao câmbio manual de quatro marchas, que ajudou a resultar em 78 cavalos de potência.

Em desempenho, fazia de zero a 100 km/h em pouco mais de 14 segundos e velocidade final superior a 150 km/h. Era realmente um fato inerente à marca norte-americana, acostumada a vender carros ágeis com poderosos V8 de mais de 190 cv.

Seja como for, foi um projeto que custou à Chrysler Corporation cerca de 25 milhões de dólares, um investimento que visava atender a nova necessidade do cenário econômico mundial. A crise do petróleo que chegaria com força em 1973 foi um dos pilares para a “derrocada” dos modelos mais beberrões.

No entanto, em 1973, quando chegou às lojas, o fastback da Chrysler do Brasil teve vários problemas com a suspensão, motor e detalhes no acabamento recebendo críticas de clientes insatisfeitos e da mídia especializada.

Nem mesmo a versão esportiva SE (foco desta reportagem), que visava aumentar a popularidade com um público mais jovem, livrou o 1800 da má fama no mercado. Após aperfeiçoado, em 1976, a empresa o rebatizou de Polara que passou a vir com faróis quadrados, ao invés de duplos redondos.

Apesar do sucesso de 92.665 carros fabricados entre 1973 e 1981, o Dodginho deixou o mercado, por conta da decisão da Volkswagen que controlava a marca desde 1979. Para ela, fazia sentido focar só nos caminhões da marca norte-americana que davam mais lucro.

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