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Revelação, Sophia Chablau prega liberdade na música – CartaCapital

Sophia Chablau, 25 anos, tem se firmado na cena independente da música brasileira a partir de composições provocativas e reflexivas, unindo ao rock pop uma sonoridade psicodélica e vanguardista. É um trabalho tão original quanto potente e criativo.

“Conheci pessoas que gostam de fazer música com mais liberdade do que uma visão mercadológica específica”, resumiu, em entrevista a CartaCapitalEssas pessoas estão nos discos que lançou desde 2021, alguns dos quais receberam indicações a prêmios e reconhecimento da crítica.

Sophia e a banda Uma Enorme Perda de Tempo têm dois álbuns: um de 2021, que leva o nome dela e do grupo, e Música de Esquecimento (2023). Em 2023 ela também gravou, com a banda Besouro Mulher, o disco Volto Amanhã.

Neste ano, lançou com o baiano Felipe Vaqueiro o EP Nova Era/Ohayo Saravá e um álbum chamado Handycam. Os dois, segundo Sophia, têm grandes afinidades sonoras, “versos diretos sobre o que está acontecendo no mundo”.

Em 2026, ela projeta lançar um novo disco com Uma Enorme Perda de Tempo. Antes, em 28 de dezembro, às 14h, ela se apresenta na área externa do Pavilhão da Bienal, com acesso pelo portão 3 do Parque Ibirapuera, em São Paulo. A entrada será gratuita.

Os álbuns de Sophia Chablau parecem ser gravados ao vivo, porque tudo é muito orgânico. “É melhor fazer um disco no melhor estúdio, com o melhor microfone, mas isso é inacessível para 99% dos músicos. Existe uma beleza em fazer as coisas do jeito que se consegue. O importante é colocar alma no trabalho.”

Envolvida no passado com a política estudantil, ela lembra que o rock “tinha uma preocupação tanto com o comportamento das pessoas de lutar contra a caretice quanto um ar contestador”. 

“Não acredito em cultura sem isso”, afirma. “Não consigo pensar em não falar certos assuntos no palco.”

Nesse seara Sophia já ganhou uma experiência notória. Em julho deste ano, um show dela com Uma Enorme Perda de Tempo, em São Paulo, foi interrompido devido à exibição de uma bandeira com a mensagem “Palestina Livre” no telão. 

“A gente consome arte porque quer ser tocado por algo. A realidade se impõe e a gente precisa falar dela. Não é todo mundo que tem a chance de estar com um microfone, com uma caixa de som. A gente tem que fazer alguma coisa”, reflete. 

Assista à entrevista de Sophia Chablau a CartaCapital:

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