O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (17) que o governo continuará buscando com os Estados Unidos a reversão da cobrança de 25% sobre a venda de produtos brasileiros ao mercado norte-americano. Em entrevista à GloboNews, ele disse que as conversas com o governo de Donald Trump seguem em andamento e classificou a medida como injusta e descabida.
Alckmin afirmou que as tratativas com os Estados Unidos vinham ocorrendo de forma genérica, sem pautas muito específicas. Segundo ele, um dos principais interesses americanos dizia respeito ao etanol, com referência à tarifa de 18% praticada no Brasil. O vice-presidente disse que o governo brasileiro argumentava que a maior parte do etanol nacional é produzida a partir da cana-de-açúcar.
Na entrevista, Alckmin declarou que a disputa em torno do etanol é equivocada. Ele afirmou que os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais do biocombustível, seguidos pelo Brasil, e defendeu que os dois países busquem ampliar vendas para terceiros mercados.
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O vice-presidente também disse que, em outros setores, o Brasil já pratica tarifas baixas, o que levou o governo americano a concentrar a atenção em temas não tarifários. Como exemplo, citou as big techs e defendeu a integração entre os dois países.
Ao ser questionado sobre o setor automotivo, Alckmin afirmou que o Brasil cumpre rigorosamente as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele mencionou que a alíquota de importação de veículos no Brasil é de 35% e citou o movimento da Europa para elevar essa taxa a 45%.
Alckmin reforçou que o governo brasileiro permanecerá na mesa de negociação. Também afirmou que o Brasil vai fortalecer a busca de novos mercados, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
Segundo Alckmin, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é ouvir os setores envolvidos e apoiá-los por meio de recursos do Brasil Soberano, enquanto o governo mantém a negociação com os Estados Unidos sobre a tarifa de 25%.
Fonte: Estadão Conteúdo
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