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Candidatos de fora marcam presença nas eleições paranaenses de 2026 – Agora Litoral

Quase 18% dos concorrentes nas eleições de 2026 no Paraná nasceram em outros estados ou países.

As eleições de 2026 no Paraná prometem ser um reflexo da diversidade regional, com uma significativa parcela de candidatos originários de fora do estado. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 194 dos 1.088 candidatos registrados, ou seja, 17,8%, nasceram em outros estados ou até mesmo em outros países, buscando uma oportunidade política no Paraná.

Perfil dos candidatos paranaenses

Dentre os candidatos que têm raízes no Paraná, a maioria vem da capital, Curitiba, com 253 registros. As cidades que seguem na lista são Londrina, com 48 candidatos, e Maringá, com 34. Ponta Grossa e Cascavel também se destacam, com 33 e 28 candidatos, respectivamente. Este cenário mostra uma concentração de tentativas políticas nas grandes cidades do estado.

Origem dos forasteiros

Os dados revelam que São Paulo é o estado com o maior número de candidatos disputando vagas no Paraná, totalizando 24. Porto Alegre aparece em segundo lugar, com seis concorrentes, enquanto Brasília, Ourinhos e o Rio de Janeiro têm cinco cada. Surpreendentemente, cinco estados brasileiros não apresentam nenhum candidato nas eleições paranaenses: Sergipe, Roraima, Amapá, Rondônia e Tocantins. Estados como Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Alagoas, Piauí e Acre têm apenas um candidato cada.

História de vida inspiradora

Um exemplo notável é o da candidata Luciana Rafagnin, do PT, que nasceu em Mariano Moro (RS), uma cidade com apenas 2 mil habitantes. Apesar de suas raízes, ela se mudou para o Paraná aos três anos e construiu uma carreira política sólida, sendo eleita vereadora e deputada estadual em várias ocasiões. Agora, ela se lança na disputa para deputada federal, mostrando que a trajetória de forasteiros pode ser bem-sucedida no cenário político paranaense.

Controvérsias no cenário político

Recentemente, a vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL) se viu envolvida em uma polêmica ao fazer comentários considerados xenofóbicos em relação a sua colega Vanda de Assis (PT), que nasceu no Ceará. A situação gerou um grande debate sobre a inclusão e respeito às origens dos candidatos, especialmente em um estado que abriga tantos forasteiros. Guzella, que também não é paranaense, negou as acusações de discriminação, mas a situação trouxe à tona a sensibilidade em relação à diversidade de origens entre os políticos do Paraná.

A presença de candidatos de fora do estado nas eleições de 2026 destaca não apenas a pluralidade cultural, mas também a necessidade de um debate mais amplo sobre identidade e pertencimento na política paranaense.

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