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Conheça a Primeira Brasileira que Irá ao Espaço

Reprodução/Instagram


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“Eu estou indo para o espaço”, anunciou Laysa Peixoto em uma publicação no Instagram nesta quinta-feira (5). A brasileira de Contagem, Minas Gerais, trabalha na Nasa desde 2023, onde lidera um grupo de pesquisa para o desenvolvimento de novas tecnologias espaciais.

“Fui selecionada para me tornar uma astronauta de carreira, atuando em voos espaciais tripulados para estações espaciais privadas, e para futuras missões tripuladas à Lua e para Marte. Sou oficialmente astronauta da turma de 2025 e farei parte do voo inaugural da Titans Space, comandado pelo astronauta veterano da Nasa, Bill McArthur”, compartilhou a mineira de 22 anos.

A Titans Space Industries é uma empresa aeroespacial privada que tem como missão “democratizar o acesso ao espaço por meio do desenvolvimento de tecnologias reutilizáveis”. O voo inaugural liderado por McArthur está previsto para março de 2029.

“Prosseguirei firme em meu treinamento, com voos suborbitais e missões privadas ao espaço, em paralelo à minha formação como piloto, visando minha primeira designação oficial como astronauta de carreira — o voo inaugural histórico está previsto para 2029”, escreveu Peixoto.

Escolhida pela lista Forbes Under 30 como uma das jovens mais promissoras do Brasil em 2023, Laysa iniciou sua jornada na Nasa após descobrir um asteroide durante um projeto da agência espacial para estimular cientistas ao redor do mundo.

“Ainda não caiu completamente a ficha, mas sinto uma gratidão imensa por toda a trajetória percorrida até aqui e por todos que fizeram e fazem parte dela.”

Confira a entrevista de Laysa Peixoto à Forbes Brasil :

“Minha paixão pelo espaço começou ainda criança, olhando para as estrelas.”

Em 2023, ela foi a primeira brasileira selecionada pela Nasa para conduzir experimentos em gravidade zero e, além disso, teve dois projetos selecionados pela agência espacial e foi escolhida como cientista principal no plano Orbiter, que será lançado em alguns anos em direção à Enceladus (satélite natural de Saturno), para estudar a probabilidade de existência de vida no corpo celeste.

“No início foi muita informação para minha cabeça e eu cheguei a questionar se daria conta de tudo, mas eu tive muito apoio dos mentores e parceiros de equipe. Uma coisa interessante — inimaginável para quem está de fora —, é que a Nasa é uma grande família, um sempre apoia e ajuda o trabalho do outro.”

Após passar um ano e meio no programa de pesquisa “Star Notes”, de Harvard, onde transcrevia manuscritos e documentos da história de outras cientistas mulheres, Laysa percebeu que além do sonho de ser astronauta, queria inspirar jovens mulheres a seguirem o caminho da ciência e tecnologia. “Eu criei uma plataforma online e gratuita de conteúdos STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) para crianças e adolescentes, chamada Elliptica Foundation. Em dezembro vamos realizar o World STEM Summit, o maior evento de ciência para estudantes no mundo.”

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