O dólar voltou a fechar acima de R$ 5,20 nesta quinta-feira (1º), em linha com o fortalecimento global da moeda norte-americana. No mercado à vista, a divisa encerrou o primeiro pregão de outubro em alta de 0,88%, a R$ 5,2204, após tocar a máxima de R$ 5,2374 no início da tarde. O movimento ocorreu em meio à aversão ao risco, à escalada do petróleo e ao aumento dos temores inflacionários.
O real teve desempenho menos negativo do que outras moedas emergentes em um pregão marcado pela busca global por proteção. Peso mexicano, peso chileno e rand sul-africano recuaram entre 1,20% e 1,70%, enquanto a moeda brasileira limitou as perdas.
Entre os fatores observados por analistas estão o ambiente externo e o cenário eleitoral doméstico. A avaliação no mercado é que a perspectiva de um eventual rali dos ativos locais, em caso de bom desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno da eleição presidencial no domingo (4), ajudou a conter parte da pressão sobre o câmbio. A vitória da oposição é vista por agentes financeiros como um fator de redução dos prêmios de risco associados ao quadro fiscal.
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O economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, afirmou que a questão eleitoral influenciou o comportamento do real, mas destacou também o avanço dos preços das commodities agrícolas, associado aos possíveis efeitos do El Niño, e a valorização do petróleo.
No exterior, o barril do Brent para dezembro fechou em alta de 4,37%, a US$ 102,31, após informações de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende retomar bombardeios ao Irã em novembro. Também permaneceram no radar as pressões dos norte-americanos para que a União Europeia libere estoques de diesel e a possibilidade de restrições dos EUA às exportações do derivado.
O índice DXY, que mede o comportamento do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,58% no fim da tarde, aos 102,040 pontos, depois de atingir 102,207 pontos. Na semana, o indicador acumulava alta de cerca de 1% e operava nos maiores níveis desde março de 2025.
Segundo analistas, o principal vetor do câmbio no dia foi externo, com fortalecimento generalizado do dólar, avanço do petróleo e aumento das preocupações com inflação e juros nos Estados Unidos. Nesse ambiente, a moeda norte-americana voltou a encerrar o pregão acima de R$ 5,20 no mercado brasileiro.
Fonte: Estadão Conteúdo
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