Os governos federal, estaduais e municipais anunciaram para a próxima segunda-feira (7) o início da campanha de vacinação contra a gripe no Brasil. A data marca o Dia Mundial da Saúde, e ressalta a importância da imunização que ajuda a reduzir os casos mais graves da doença, as hospitalizações e as mortes, além de evitar a sobrecarga do sistema de saúde.
A campanha, no início do outono, também tem um significado: quando chegar o inverno, em que os casos de gripe aumentam, o público-alvo – inicialmente os grupos de risco, formados por crianças de seis meses e menores de seis anos, idosos com mais de 60 anos, gestantes e puérperas, profissionais da saúde e da educação, pessoas com doenças crônicas como diabetes e hipertensão, e indígenas, quilombolas e pessoas em situação de vulnerabilidade – estará com a proteção adequada.
No país, a campanha para a imunização ocorre desde 1999, e nos últimos anos, a meta de atingir 90% do público-alvo não tem sido atingida, chegando a 70% entre os anos de 2022 e 2023, em Florianópolis.
E somente no ano passado, Santa Catarina registrou 1.693 casos da doença e 128 mortes. Em 2025, o Estado espera vacinar 3,3 milhões de pessoas dos grupos prioritários, o que equivale à meta de 90% desse público. Além disso, depois do dia D, em 10 de maio, qualquer catarinense vai poder se vacinar.
A imunização contra a gripe oferecida na rede pública de saúde é a trivalente, que protege contra os principais vírus influenza em circulação no Brasil, que são Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B, e é atualizada anualmente para combater as variantes mais comuns em circulação. É um imunizante seguro que protege as vidas de quem amamos.
Por isso, a importância de incentivar cada um a procurar uma unidade básica de saúde e fazer a sua parte. A gripe pode evoluir para complicações como pneumonia, insuficiência respiratória e até morte, especialmente em pessoas vulneráveis.
Além disso, quem se vacina ajuda a diminuir a circulação do vírus, e protege não somente a si, mas quem está ao seu redor. Que neste ano o Brasil, Santa Catarina e Florianópolis não decepcionem. Tomar a vacina é um ato de proteção individual e coletiva.