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Editorial: Gastos milionários com viagens na Portos do Paraná demonstram que pagamentos de diárias pesam no bolso não apenas de Câmaras

O Porto de Paranaguá, do alto de sua importância para a economia do Paraná e a movimentação de cargas no Brasil, precisa ter, em seus cargos estratégicos, profissionais muito bem qualificados. Tão capacitados que seus salários fazem jus à responsabilidade de suas funções. O salário do diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, é de R$ 54.186,15, que, após as deduções de imposto de renda e previdência, fica uma renda líquida de R$ 39.699,55.

Os seis diretores da Portos não ficam longe desse patamar, com um salário bruto de R$ 49.537,08, e líquido de R$ 36.454,59. Valores esses, para quem não sabe, bem superiores aos que recebem o governador do Estado, Carlos Massa Ratinho Junior, cujos vencimentos são de R$ 33.763,00, mas que se convertem em R$ 24.905,53 após os descontos de imposto de renda e previdência.

Leia mais: Em três anos, Portos do Paraná gasta R$ 4,6 milhões em viagens; despesas dos dois primeiros meses de 2025 ultrapassam R$ 200 mil

Mesmo com os altos salários, sempre que precisam viajar, os dirigentes não gastam um centavo do próprio bolso, pois, como prevê a legislação, viajam em primeira classe e recebem diárias que suprem suas estadias e alimentações. Mas a que custo? E pagos com verba pública? As despesas são bem expressivas e variaram de R$ 1,1 a 1,8 milhão entre 2022 e 2024. Apenas nos dois primeiros meses de 2025 os gastos já passaram de R$ 200 mil e, embora já estejamos na segunda metade do ano, os dados referentes do segundo semestre seguem completamente defasados, com informações disponíveis apenas sobre as despesas de janeiro e fevereiro.

Não se trata de dizer que algumas dessas viagens não tenham relevância. No entanto, a empresa pública vive fazendo questão de afirmar que foi a única entidade portuária brasileira a marcar presença em eventos X, Y, Z, realizados na Europa e na América do Norte, por exemplo. Assim, porém, fica fácil: basta ser convidada, e todas as despesas — altíssimas, com passagens aéreas e diárias — são pagas com dinheiro público. Além disso, raramente um diretor viaja sozinho. Vão em grupo. É, realmente, necessário? E qual o retorno prático dessas participações? 

Detalhe é que, mesmo com salários elevados e diárias rechonchudas (para ir palestrar em um evento em Las Vegas, em fevereiro deste ano, Luiz Fernando Garcia e Felipe Gama receberam mais de R$ 14 mil em diárias, cada), é recorrente que diretores ainda solicitem reembolsos de valores módicos — na ordem de R$ 200, por exemplo. Além disso, os relatórios de despesas apresentam diversas lacunas: informam apenas o valor total da diária, sem especificar a quantidade; não detalham o período completo da viagem — trazem apenas a data de ida, mas omitem a de retorno — e não indicam o motivo ou justificativa da viagem, entre outros aspectos.

Se até uma grande empresa pública mantém dados defasados, comprometendo — e muito — a transparência, em nossas Câmaras do Litoral volta e meia faltam dados básicos, essenciais, o que atenta contra o direito à informação. Mas seguiremos em frente: questionando, noticiando e recorrendo a todos os mecanismos disponíveis para garantir o acesso às informações que devem ser e estar públicas

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