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Editorial: Mortes por dengue no Brasil

A dengue matou em média 16 pessoas por dia no Brasil em 2024. Em Santa Catarina, o número de óbitos também é preocupante: quase uma morte diária registrada entre janeiro e a primeira quinzena de dezembro, totalizando 340 vítimas.

Esses números, apresentados pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado da Saúde, reforçam a urgência de medidas preventivas para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

A dengue, que já atingiu mais de 6,6 milhões de brasileiros neste ano, não pode ser subestimada. O impacto é devastador, com um recorde de casos registrados em março e índices que superam até mesmo os picos anteriores, como os de 2015.

A propagação acelerada da doença tem relação direta com as mudanças climáticas e a interrupção do trabalho de agentes de controle de endemias durante a pandemia de Covid-19, o que agravou o cenário em diversas regiões.

Entre as ações de combate, a eliminação de focos do mosquito permanece como a medida mais eficaz. Pequenos atos, como evitar água parada em recipientes, podem salvar vidas. A população também precisa estar atenta aos sintomas da doença, que incluem febre alta, dores musculares e manchas vermelhas pelo corpo, buscando atendimento médico imediato em caso de suspeita.

A vacina também surge como uma importante ferramenta de prevenção. Incorporada pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em dezembro de 2023, a Qdenga, desenvolvida pela farmacêutica japonesa Takeda, oferece proteção contra os quatro sorotipos da doença.

Até novembro, mais de 2,7 milhões de doses haviam sido aplicadas em um público-alvo de quatro a 60 anos, com foco especial em crianças e adolescentes, além dos idosos, que figuram entre os mais vulneráveis. O Instituto Butantan também trabalha no desenvolvimento de um imunizante nacional de dose única, que promete ampliar significativamente a proteção nos próximos anos.

A dengue não pode ser combatida apenas com esforços isolados. A conscientização coletiva é essencial para reduzir os casos e evitar novas mortes.

Precisamos de campanhas educativas, investimento em infraestrutura de saneamento e ampliação da cobertura vacinal. A participação ativa de cada cidadão, aliada à colaboração entre governos e instituições, é o caminho para vencermos essa batalha e garantirmos um futuro mais saudável para todos.

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