O Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), desenvolvido pela Polícia Militar de Santa Catarina e implantado em 1998 em Lages e Chapecó – e posteriormente nas demais cidades catarinenses -, comemorou nesta semana mais um grande feito: os 25 anos de funcionamento em São José, com a formatura de cerca de 660 estudantes – somente na cidade da Grande Florianópolis, foram 80 mil formandos nestas duas décadas e meia de trabalho.
Esta é uma iniciativa contínua e fundamental na conscientização de crianças e adolescentes sobre os riscos do uso de drogas e do envolvimento com a violência, e trabalha sempre em parceria com as escolas e as famílias, e tem se mostrado eficiente na capacitação de dizer não às drogas e à violência e a promover a cultura de paz e a construção de uma sociedade mais saudável.
Temas como o bullying e desenvolvimento de autoestima, que afetam muito a idade-alvo do programa, e disciplina também são tratados durante as dez semanas de aulas.
O programa, que tem profissionais exclusivamente dedicados a este trabalho, atua em todo o Estado e diretamente nas salas de aula, e até o ano passado havia formado 1,8 milhão de estudantes em Santa Catarina. Os instrutores utilizam metodologias interativas e educativas para abordar temas como prevenção ao uso de substâncias ilícitas, combate à violência e incentivo a comportamentos positivos.
Incentivam o pensamento crítico e estimula que crianças e adolescentes pensem antes de tomar qualquer atitude, e os torna cientes de que são cidadãos responsáveis pelas decisões – boas e ruins – que vão pautar o restante de suas vidas. É um espaço de diálogo, de brincadeira e de acolhimento.
A escola, a cidade e a sociedade que queremos tem relação direta com a educação dada pelos pais, pela escola e por iniciativas como o Proerd. É pela união destas forças – e por meio de ações dos governos voltadas principalmente à prevenção – que o enfrentamento aos desafios causados pelas drogas, pelo bullying, pela violência e pelo desrespeito às simples regras será possível.
Mudar atitudes depende também do incentivo à participação em programas como este, que torna as escolas cada vez mais seguras e acolhedoras para os alunos e estudantes mais preparados para enfrentar o mundo.