Região que mais precisa de soluções para a coleta e o tratamento de esgoto em Florianópolis, o Sul da Ilha recebeu a notícia de que a Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) concedeu a LAP (Licença Ambiental Prévia) para a construção do primeiro sistema de esgotamento sanitário, que atenderá a cerca de 15 mil moradores dos bairros Armação e Pântano do Sul até 2037.
Uma boa notícia para quem espera há quase 20 anos pela finalização das obras da ETE do Rio Tavares, cujas tratativas de concessão começaram em 2005 e as obras em 2007.
Dezoito anos e R$ 217 milhões depois, a estação permanece inoperante, fazendo com que a maior parte dos moradores daquela região dependa de fossas ou de soluções improvisadas para dar destino ao esgoto doméstico.
Saneamento é saúde, qualidade de vida, preservação ambiental e desenvolvimento econômico sustentável. É assunto que precisa estar entre as prioridades de todos os governos, porque é essencial para os cidadãos e o meio ambiente, e não somente porque existe um prazo para o cumprimento das metas do Novo Marco do Saneamento Básico, em 2033.
Da mesma forma que a notícia da LAP deve ser comemorada como um primeiro passo para a história do saneamento básico do Sul da Ilha, é, ainda, mais uma obra que está no campo dos projetos – o investimento previsto é de R$ 65 milhões.
A partir de agora, será necessário encontrar e desapropriar o terreno onde será construído este primeiro sistema de esgotamento sanitário, e decidir para onde serão enviados os efluentes tratados.
Esta obra é urgente e estratégica para a cidade, que precisa ampliar a cobertura do esgoto em todo o município – atualmente, em 68,13% – e trará benefícios para a balneabilidade das praias e para a saúde pública (é por meio da água que são transmitidas doenças como diarreia, cólera, hepatite A, leptospirose e parasitoses), especialmente no verão.
Entretanto, é preciso que fiquei claro que não há uma obra em andamento, muito menos prazo para que o sistema comece a funcionar efetivamente. É uma esperança, uma notícia bastante aguardada, mas que a comunidade vai seguir à espera, torcendo para que os trâmites burocráticos e de obras durem muito menos do que duas décadas.