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Entenda o Caso de Brasileira que Diz Ser a Primeira a Ir ao Espaço

Reprodução/Instagram


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*Matéria atualizada em 11/06/2025

“Eu estou indo para o espaço”, anunciou Laysa Peixoto em uma publicação no Instagram na última quinta-feira (5). “Fui selecionada para me tornar uma astronauta de carreira, atuando em voos espaciais tripulados para estações espaciais privadas, e para futuras missões tripuladas à Lua e para Marte.

*Nasa, MIT e outras instituições negam vínculo com a brasileira

Após a repercussão da publicação de Laysa, membros da comunidade científica brasileira vieram a público para questionar a afirmação de Lage. Na sexta-feira, 6 de junho, o youtuber Pedro Pallota, apresentador do canal “Space Orbit”, fez um vídeo de 32 minutos mostrando contradições no currículo da jovem. Em seguida, a Comunidade Geração de Marte, que reúne entusiastas e pesquisadores brasileiros da exploração espacial, compartilhou uma nota de repúdio alegando que “não haviam evidências” da ida de Peixoto ao espaço.

De fato, Laysa faz parte da equipe da Titans Space. No entanto, a companhia não tem autorização para voos espaciais de acordo com a Administração Federal da Aviação (FAA, da sigla em inglês) dos Estados Unidos. Além disso, Laysa afirma que foi “selecionada para ser astronauta de carreira”, o que não é possível, tendo em vista os pré-requisitos básicos para a função, como anos de atuação em uma agência espacial, como a Nasa, e o devido currículo acadêmico.

Em nota à Forbes Brasil, a Nasa afirma que Lage “não é funcionária, pesquisadora principal ou candidata a astronauta”. Laysa diz que participou do programa Nasa L’Space durante sua formação. O programa é aberto a jovens estudantes e profissionais da área. “Não se trata de um estágio ou emprego na Nasa. Seria inapropriado alegar filiação à agência espacial como parte dessa oportunidade”, pontua a instituição norte-americana.

O perfil da brasileira no LinkedIn, que foi deletado na tarde desta quarta-feira (11), contava com uma extensa descrição de seus trabalhos para a agência, e uma aba de formação acadêmica com instituições prestigiadas, como o MIT e a Columbia University. Ambas instituições negaram vínculo com Lage. “O Cartório de Registro do MIT não tem nenhum registro de matrícula ou diploma conferido a uma pessoa com o nome Laysa Peixoto Sena Lage.”

Em resposta, a assessoria de comunicação da jovem afirma que ela “possui o seguinte curso de formação no MIT: Machine Learning, Modeling, and Simulation Principles – ministrado online”.

Até o momento, o perfil de Laysa no Instagram conta com a descrição de “primeira mulher astronauta do Brasil e NASA Honor Medal”, ambas afirmações são equivocadas, conforme apuração descrita acima.

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