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Exportações aos EUA sobem 31,9% em setembro, enquanto China reduz compras do Brasil

As exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 31,9% em setembro de 2026 ante igual mês de 2025, passando de US$ 2,67 bilhões para US$ 3,52 bilhões. No mesmo período, as importações vindas dos EUA subiram 2,1%, para US$ 4,43 bilhões, e a balança comercial com o país encerrou o mês com déficit de US$ 910 milhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex) e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 6,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 27,46 bilhões. As importações caíram 7,1%, para US$ 31,79 bilhões. Com isso, o déficit comercial com os norte-americanos chegou a US$ 4,33 bilhões no período.

Para a China, as exportações brasileiras caíram 7,6% em setembro, somando US$ 7,89 bilhões, ante US$ 8,69 bilhões em setembro de 2025. As importações cresceram 12,6%, para US$ 7,06 bilhões. O saldo comercial com o país asiático ficou positivo em US$ 830 milhões no mês.

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Durante entrevista coletiva sobre a balança comercial de setembro, o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, afirmou que a queda das exportações para a China foi influenciada pela redução nas vendas de carne bovina, soja, minério de ferro e milho. Segundo ele, no caso da carne bovina, houve retração de 93,5% em razão do atingimento da cota comercial, que impõe sobretaxa ao produto e reduz o volume embarcado.

Brandão disse ainda que parte da queda no volume de carne bovina vendido à China vem sendo compensada pelos Estados Unidos e por outros destinos, mas não integralmente. Ele também afirmou que, no ano passado, os chineses responderam por 53% das compras de carne brasileira. No milho, o diretor avaliou que a queda nas vendas ao país asiático pode ter relação com aumento da demanda interna. Sobre a soja, afirmou que o Brasil segue competitivo e pode redirecionar o produto para outros mercados.

Nos nove primeiros meses de 2026, as exportações para a China cresceram 12%, para US$ 84,64 bilhões, enquanto as importações subiram 9,9%, para US$ 58,62 bilhões. O superávit com o país alcançou US$ 26,05 bilhões.

As exportações para a União Europeia cresceram 60,1% em setembro, para US$ 6,95 bilhões, e as importações caíram 8,7%, para US$ 4,06 bilhões. O superávit com o bloco ficou em US$ 2,89 bilhões no mês. De janeiro a setembro, as vendas à UE avançaram 20%, para US$ 44,15 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,10 bilhões.

No caso da Argentina, as exportações recuaram 25,2% em setembro, para US$ 1,36 bilhão, enquanto as importações cresceram 5,7%, para US$ 1,31 bilhão. O superávit mensal com o país ficou em US$ 50 milhões. No acumulado do ano até setembro, o saldo positivo chegou a US$ 1,63 bilhão.

China, Estados Unidos, União Europeia e Argentina seguem entre os principais parceiros comerciais do Brasil. Em setembro, o desempenho das vendas externas mostrou avanço para o mercado norte-americano e para a União Europeia, enquanto o fluxo com a China foi pressionado pela queda nos embarques de produtos como carne bovina, soja e milho.

Fonte: Estadão Conteúdo

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