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Flávio usará CPAC para sinalizar como dissidência expatriada

Depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro tenta preservar o protagonismo político da família e reorganizar a oposição ao governo petista. Ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro, o senador pretende aproveitar a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada nesta semana na Flórida, como vitrine para essa estratégia.

A partir dos Estados Unidos, Flávio busca ampliar a interlocução com lideranças da direita internacional e dar visibilidade às críticas ao governo brasileiro e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Para integrantes da oposição, a saída do senador, que afirmou ter sido alvo de perseguição política, abriu uma nova etapa na reorganização do grupo político e da família Bolsonaro, que tenta se manter em evidência na direita brasileira.

A aposta de Flávio tende a ser a de mostrar a uma audiência internacional que não seria mais possível exercer plenamente a oposição de dentro do Brasil sem sofrer perseguição política. Segundo analistas, isso o colocaria em uma posição mais de dissidente de um regime com características autoritárias do que líder oposicionista em um país com democracia plena.

A CPAC reúne parlamentares, integrantes de governos, ativistas e representantes de movimentos conservadores, muitos deles ligados ao Partido Republicano. Nesse cenário, a participação dos irmãos Bolsonaro no encontro representa uma oportunidade de ampliar alianças com políticos estrangeiros e levar a outros países as críticas que fazem ao governo brasileiro e ao Judiciário.