Um patrimônio somado de R$ 704,9 bilhões. É esse o valor acumulado pelas dez pessoas mais ricas do Brasil segundo o ranking mais recente da Forbes, divulgado nesta quinta-feira (27).
O montante representa um crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior, mesmo em meio a um cenário econômico global marcado por incertezas em juros, câmbio e mercado de capitais.
A lista reúne uma combinação de herdeiros de grandes fortunas, investidores de peso e empresários que construíram impérios em setores tão distintos quanto tecnologia, bebidas, cosméticos e agronegócio.
No topo, permanece um nome que já é praticamente sinônimo do ranking brasileiro há mais de uma década.
Quem lidera o ranking dos bilionários brasileiros
Mas será que a ordem no topo da lista mudou este ano? Não. Eduardo Saverin, cofundador da Meta Platforms (dona do Facebook), segue na primeira posição pelo quarto ano consecutivo, com patrimônio estimado em R$ 162,9 bilhões.
Saverin é presença constante na lista da Forbes desde 2011 e, além da fortuna ligada às redes sociais, comanda a B Capital, gestora de investimentos voltada a startups.
Em 2026, a B Capital anunciou um novo fundo de venture capital de US$ 500 milhões, direcionado a empresas de inteligência artificial com foco em saúde e energia, atuando na América do Norte e na Ásia — um movimento que reforça a diversificação da fortuna de Saverin para além das redes sociais.
Vicky Safra segue como a mulher mais rica do país
Na segunda posição está Vicky Safra, com patrimônio estimado em R$ 130,6 bilhões, mantendo-se como a mulher mais rica do Brasil.
Nascida na Grécia e naturalizada brasileira, ela herdou aproximadamente metade da fortuna do banqueiro Joseph Safra, falecido em 2020, e segue ligada ao setor financeiro por meio do Banco Safra.
Vicky também lidera a Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, voltada a projetos de saúde, educação e artes.
Completando o pódio, Jorge Paulo Lemann aparece em terceiro lugar, com fortuna estimada em R$ 103,5 bilhões, ligada principalmente à sua participação na AB InBev e à gestora 3G Capital.
Em 2025, a 3G Capital comprou a fabricante americana de tênis Skechers por cerca de US$ 9,4 bilhões, uma das maiores aquisições recentes do grupo.
Lista completa: os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026
| Posição | Nome | Patrimônio estimado |
|---|---|---|
| 1º | Eduardo Saverin | R$ 162,9 bilhões |
| 2º | Vicky Safra | R$ 130,6 bilhões |
| 3º | Jorge Paulo Lemann | R$ 103,5 bilhões |
| 4º | André Esteves | R$ 66,1 bilhões |
| 5º | Fernando Moreira Salles | R$ 50,3 bilhões |
| 6º | Pedro Moreira Salles | R$ 46,6 bilhões |
| 7º | Max Telles | R$ 38,8 bilhões |
| 8º | Miguel Krigsner | R$ 35,7 bilhões |
| 9º | Carlos Alberto Sicupira | R$ 35,4 bilhões |
| 10º | Ricardo Faria | R$ 35,1 bilhões |
Do quarto ao sexto lugar: bancos e mineração
André Esteves, principal acionista individual do BTG Pactual, ocupa a quarta posição com R$ 66,1 bilhões. Sua fortuna acompanha diretamente o desempenho do banco, que registrou lucro líquido ajustado recorde de R$ 15,9 bilhões em 2025.
Esteves começou a carreira ainda na universidade, como analista de sistemas do antigo Banco Pactual, tornando-se sócio da instituição apenas quatro anos depois.
Já Fernando Moreira Salles (R$ 50,3 bilhões) e Pedro Moreira Salles (R$ 46,6 bilhões) representam a família Moreira Salles no ranking, com fortunas ligadas ao Itaú Unibanco e à CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), líder mundial na produção de nióbio, por meio da Companhia E. Johnston de Participações.
Pedro é copresidente do conselho do Itaú Unibanco e, em 2026, deixou a presidência do conselho da Alpargatas para se dedicar como professor adjunto na Universidade Columbia, nos Estados Unidos.
Novidade no top 10: a nova geração assume posições de destaque
Max Telles, de apenas 30 anos, aparece pela primeira vez entre os dez maiores bilionários do país, na sétima posição, com R$ 38,8 bilhões.
Filho mais novo de Marcel Herrmann Telles, ele vem assumindo gradualmente a participação do pai na AB InBev, maior cervejaria do mundo e controladora da Ambev, além de outras participações empresariais e doações relacionadas à São Carlos Empreendimentos.
Cosméticos, bebidas e agronegócio fecham a lista
Na oitava posição está Miguel Krigsner, fundador de O Boticário, com patrimônio de R$ 35,7 bilhões. Formado em farmácia e bioquímica, ele transformou uma farmácia de manipulação criada em 1977 em um dos maiores grupos de cosméticos do país, hoje dono de marcas como Eudora, Quem Disse, Berenice?, Beautybox, Vult e O.U.i.
Carlos Alberto Sicupira, sócio da 3G Capital, aparece em nono lugar com R$ 35,4 bilhões, fortuna igualmente ligada à participação na AB InBev. O grupo passou por um período de menor atividade após vender sua fatia na Kraft Heinz, antes de retomar grandes aquisições — como a compra da Skechers em 2025 — e enfrentar os efeitos da crise das Americanas.
Fechando o top 10, Ricardo Faria, engenheiro agrônomo e fundador da Granja Faria, soma patrimônio estimado em R$ 35,1 bilhões. Criada em 2006, a empresa se tornou a maior produtora de ovos comerciais, ovos férteis e pintos de um dia do Brasil, com expansão internacional que inclui a aquisição da americana Hillandale Farms e do grupo espanhol Hevo.
O panorama geral da riqueza no Brasil
Além do top 10, o levantamento completo da Forbes identificou 225 bilionários brasileiros, que juntos somam uma fortuna de R$ 1,86 trilhão — um retrato da concentração de riqueza no país e da diversidade de setores que sustentam essas fortunas, do sistema financeiro à produção de alimentos.
Para acompanhar a metodologia usada no cálculo dos patrimônios e a lista completa de bilionários brasileiros, é possível consultar diretamente o ranking oficial no site da Forbes.
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