A inadimplência das famílias argentinas atingiu nível recorde em meio às mudanças econômicas promovidas pelo presidente Javier Milei. Segundo o Instituto Equilíbria, 16,3% do crédito a pessoas físicas está atrasado há pelo menos três meses.
Cerca de 5,8 milhões de argentinos estão com pagamentos em atraso, quase um terço dos tomadores de crédito. O cenário ocorre após a queda da inflação anual de 289% para 34% e a elevação dos juros reais.
As reformas ampliaram a oferta de crédito, enquanto a austeridade pressionou a renda de parte das famílias. Salários estagnados e a desaceleração de setores como indústria, construção e varejo também pesam no endividamento.