Se você já tem um Leapmotor na garagem ou anda namorando um dos SUVs da marca, pode comemorar. A fabricante chinesa, que opera no Brasil com o apoio da Stellantis, esticou a garantia dos seus carros para seis anos ou 150 mil quilômetros, valendo o que acontecer primeiro. A novidade começa a valer já neste mês.
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Quem já comprou não ficou de fora. A cobertura vale para toda a linha ano-modelo 2027, incluindo unidades que já foram vendidas e entregues aos clientes.
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A lista é simples, porque inclui tudo o que a marca vende hoje no país, o B10 Elétrico, C10 Elétrico e C10 Ultra-Híbrido, sempre a partir das versões 2026/2027. O benefício também já está confirmado para o B10 Ultra-Híbrido, novidade que está chegando às lojas neste mês de setembro.
Bateria continua com oito anos
Imagem: Divulgação
Essa é a pergunta que todo mundo faz quando o assunto é carro eletrificado, e com razão, já que a bateria é a peça mais cara do conjunto. Aqui nada muda, a bateria de tração, que é a responsável por mover o carro, continua com oito anos de garantia de fábrica. O mesmo prazo vale para o motor elétrico e para o inversor, componente que transforma a energia guardada na bateria em algo que o motor consegue usar.
O dono fica com seis anos de cobertura para o carro inteiro e oito anos para o coração elétrico dele. É uma combinação que ajuda a espantar um dos maiores fantasmas de quem ainda desconfia dos eletrificados, o medo de uma conta salgada lá na frente.
Como acontece em qualquer marca, existem regras. Para não perder a cobertura, o dono precisa cumprir o que está no contrato, e o principal é fazer as revisões periódicas dentro da rede de concessionárias da marca.
O intervalo é bem tranquilo, todas as revisões acontecem a cada 12 meses ou 20 mil quilômetros, o que vier primeiro. Para quem roda uma média comum, é uma visita à oficina por ano. E a marca trabalha com revisões de preço fixo.
Afinal, quem é a Leapmotor?
Para muita gente, o nome ainda é novidade. A Leapmotor foi fundada em 2015, na China, por Zhu Jiangming, engenheiro elétrico com mais de três décadas de carreira. No Brasil, ela chegou pelas mãos da Stellantis e a Leapmotor aproveita toda a estrutura de pós-venda do grupo, incluindo cinco centros de distribuição de peças.
Em agosto, a Leapmotor emplacou 1.017 carros no Brasil, segundo dados da Fenabrave. De janeiro a julho, C10 e B10 elétricos somaram mais de 2 mil unidades e deram à marca 19,7% de participação entre os SUVs elétricos médios e grandes, colocando a Leapmotor no top
10 geral de SUVs eletrificados.
B10 é a porta de entrada

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O B10 é o modelo mais acessível da marca e aparece na tabela por R$ 182.990. É um SUV com pouco mais de 4,5 metros de comprimento, 2,735 m de distância entre os eixos e porta-malas de 430 litros, medidas que colocam ele em um meio-termo entre os compactos e os médios.
O motor elétrico fica no eixo traseiro e entrega 218 cv e 24,4 kgfm de torque, suficientes para levar o SUV de 0 a 100 km/h em 8 segundos. A bateria tem 56,2 kWh e garante 288 km de autonomia pelo padrão do Inmetro. Um ponto forte é a recarga rápida, em um carregador de 140 kW, a bateria vai de 30% a 80% em cerca de 16 minutos.
A lista de equipamentos é generosa para a faixa de preço. Tem central multimídia de 14,6 polegadas, rodas de 18 polegadas, sete airbags, câmera 360 graus, teto panorâmico, bancos de couro, chave digital no celular e piloto automático adaptativo, além de um pacote completo de assistentes de condução, como frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego e assistente de permanência em faixa.
C10 tem mais espaço e mais bateria

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O C10 elétrico foi o carro que inaugurou a marca no Brasil e é o SUV médio da família. São 4,73 metros de comprimento, 1,90 m de largura e 2,82 m de entre-eixos. O porta-malas tem 465 litros, com mais 32 litros num compartimento extra na frente, aquele que os fãs de elétricos chamam de “frunk”. Ele sai por R$ 204.990.
Na versão elétrica, são 218 cv e 32,6 kgfm de torque, com aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos e velocidade máxima de 170 km/h. A bateria é maior, com 69,9 kWh, o que rende 338 km de autonomia pelo Inmetro. Em carregador rápido, a recarga de 30% a 80% leva cerca de 30 minutos.
Por dentro, o visual é mais minimalista, com tela central de 14,6 polegadas e sistema de som de 840 W com 12 alto-falantes e subwoofer. Assim como no irmão menor, são sete airbags, incluindo um central entre os bancos dianteiros, item pouco comum no mercado. Mas o C10 não tem espelhamento de celular via Android Auto ou Apple CarPlay, algo que pode fazer falta para quem está acostumado.
Com o mesmo tamanho e visual do C10 elétrico, há a opção Ultra-Híbrido e ele custa R$ 219.990. O motor elétrico tem 215 cv e os mesmos 32,6 kgfm do outro, com 0 a 100 km/h em 8,2 segundos.
A bateria é menor, de 28,4 kWh, e permite rodar 111 km só na eletricidade, pelo padrão do Inmetro. Quando a bateria acaba, o gerador 1.5 entra em cena, e a autonomia combinada chega a 950 km pelo ciclo europeu WLTP, graças ao tanque de 50 litros. A única perda em relação ao elétrico está no porta-malas, que tem 435 litros.
B10 Ultra-Híbrido é a novidade

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O caçula da família foi apresentado ao público no Festival Interlagos, no fim de agosto, e chega às lojas neste mês. O preço oficial ainda não havia sido revelado, mas a expectativa é que fique entre R$ 200 mil e R$ 220 mil, abaixo do C10 Ultra-Híbrido.
Os números da versão nacional ainda serão confirmados, mas a europeia dá uma boa pista, com bateria de 18,8 kWh, gerador 1.5 a gasolina e tanque de 50 litros, com cerca de 86 km rodando só na eletricidade e alcance total de até 900 km. Ele herda do B10 Elétrico a central de 14,6 polegadas, mas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além do espaço para cinco adultos e dos sete airbags.
E vem mais coisa pela frente porque o SUV C16, maior da família, já está agendado para o Brasil em 2027. No Festival Interlagos, a marca também levou o hatch médio elétrico B05, de 218 cv, e o C10 Elétrico AWD, com tração integral, 598 cv e aceleração de 0 a 100 km/h em 4 segundos. Por enquanto, esses dois estão em fase de estudo e ainda não têm data para chegar.