Por: Redação
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Atualizado em 30 de agosto de 2026, 19h13
Marcos Silas Neves de Souza, de 42 anos, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do tráfico internacional de drogas, foi encontrado morto neste domingo (30) em uma cela do Presídio Federal de Brasília (DF). A versão inicial é de suicídio, mas a defesa contesta a hipótese e pede investigação sobre as circunstâncias da morte.
Marcos Silas era apontado como líder de uma organização criminosa investigada por tráfico internacional e interestadual de drogas. Em 2023, durante a Operação Downfall, a Polícia Federal, a Receita Federal e a Polícia Civil do Paraná investigaram o grupo e apontaram atuação predominante na região do Porto de Paranaguá.
Segundo as investigações, a organização utilizava a estrutura portuária para o envio de cocaína ao exterior. O grupo também foi relacionado a apreensões de drogas e à movimentação de entorpecentes por outros portos brasileiros.
Prisão em 2021
Marcos Silas foi preso em 2021, em São Paulo, quando estava em uma clínica de cirurgia plástica. Segundo as investigações, ele utilizava documentos falsos e pretendia alterar a própria aparência para dificultar sua identificação.
Na época, a Polícia Civil do Paraná apontou Marcos como responsável por remessas de cocaína para a Europa a partir dos portos de Paranaguá e Itajaí.
Defesa contesta suicídio
Em nota divulgada neste domingo, os advogados Cláudio Dalledone, Renan Canto, José Albino Neto e Frank Romualdo Reche Maciel afirmaram que Marcos Silas havia dito diversas vezes que jamais cometeria suicídio.
A defesa informou que vai pedir autópsia e exames toxicológicos, além de uma investigação sobre as circunstâncias da morte. Os advogados também afirmam que Marcos teria relatado ao Gaeco supostas ameaças feitas por agentes públicos contra ele e familiares.
Segundo a defesa, ele teria denunciado a presença desses agentes na unidade prisional e, posteriormente, o episódio teria sido tratado como um suposto surto psicótico.
Os advogados também questionam as condições de permanência de Marcos no sistema penitenciário federal e afirmam que vão acompanhar a apuração do caso. As acusações apresentadas na nota são alegações da defesa e ainda não foram comprovadas.