O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que o tenente-coronel Mauro Cid faça uma viagem a São Paulo entre 0s dias 1º e 7 de abril. Réu no inquérito do golpe, o militar irá à capital paulista para acompanhar sua filha em uma premiação de equitação no Jockey Clube.
Cid foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República sob acusação de tramar um golpe de Estado, com o objetivo de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu então chefe, no poder. Ele está entre os integrantes do chamado “núcleo crucial” do golpe. A defesa dele e dos demais envolvidos negam as acusações.
O militar cumpre medidas cautelares há dois anos e tem de se apresentar, semanalmente, na Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. Por isso pediu autorização a Moraes para viajar. No pedido, enviado na véspera do julgamento do STF que o tornou réu por participação na articulação golpista, pedia que o magistrado tivesse a “sensibilidade” de avalizar o trajeto.
Na decisão, Moraes autorizou o deslocamento, mas ressaltou que a decisão tem caráter provisório e que Cid precisa continuar seguindo as demais obrigações. Além da apresentação semanal à Justiça, o militar também é monitorado por tornozeleira eletrônica e está proibido de se comunicar com outros investigados.