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“Não tem bomba nuclear. É pretexto”, diz Lula sobre ataques ao Irã

Em meio às tensões entre EUA, Israel e o Irã, o presidente Lula avaliou como “pretexto” e “mentira”, a explicação dos Estados Unidos de entrar em guerra com o Irã por causa de armas nucleares.  

“Os Estados Unidos da América do Norte se meteram a fazer uma guerra desnecessária no Irã, alegando que no Irã tinha arma nuclear ou que estavam tentando fazer arma nuclear. Mentira. Não tem bomba nuclear. Tá lembrada que nos anos 2000, cadê a bomba nuclear, arma química de Saddam Hussein? Cadê, que nunca apareceu? Isso aí é pretexto. Se conta uma mentira, inventa uma mentira, divulga uma mentira a vida inteira, pra você poder fazer essas bobagens”.

A declaração foi durante entrevista à TV Cidade, em Fortaleza, no Ceará. Na capital, o presidente inaugura as obras do campus do ITA e participa da celebração dos 2 anos do Programa Pé-de-Meia.  

O presidente voltou a falar dos impactos da guerra, no preço do diesel, no Brasil. Lula também lamentou que a BR Distribuidora tenha sido privatizada. Segundo ele, seria uma forma de controlar os preços dos combustíveis nos postos.  

“Se a gente tivesse distribuidora, a gente controlava. Porque a Petrobras abaixa o preço, mas não chega na bomba. Quando a gente tinha a BR, podia chegar na bomba, porque o posto era nosso. Mas venderam a BR e ainda criaram uma cláusula que a gente só pode comprar de volta em 2029. Sabe aquele governo que acha que tem que vender tudo?”.

 

Alta dos combustíveis 

O presidente também citou os esforços para que a alta no diesel, causada pela guerra, não pese no bolso dos brasileiros.  

“Nós tomamos atitude, inventar PIS/Confis, equivalente à 32 centavos no preço, para a Petrobras não precisar aumentar. E fizemos uma invenção para os governadores não precisar aumentar. Nós vamos fazer o que tiver ao alcance do governo para não permitir que a guerra do ‘seu’ Trump e a guerra do ‘seu’ Netanyahu, contra o Irã, aumente o preço do feijão. Agora mesmo estamos propondo um acordo aos governadores um acordo para eles reduzirem o ICMS. E o governo paga metade e eles pagam metade”.

O acordo com os estados segue em andamento. Em nota conjunta, o ministério da Fazenda e o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal informaram que “mais de 80% dos Estados já sinalizaram” que aderem à proposta do governo de dividir os custos de redução do ICMS, para baixar o preço do diesel.  


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