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“Nenhum risco de morte”, diz diretor de sindicato sobre caminhoneiros presos no Chile

Caminhoneiros brasileiros presos no Chile após nevasca

Reprodução/Jornal da Band

Dezenas de caminhoneiros brasileiros estão retidos no Chile por causa de uma nevasca que bloqueou uma estrada. A liberação do trânsito só deve acontecer daqui a cinco dias.

Os caminhões atolaram na neve, que se acumulou sobre a rodovia. Nenhum motorista se machucou. A maioria foi levada para abrigos ou postos de combustíveis. Outros preferiram esperar dentro do veículo mesmo.

“Não está faltando nada, não está faltando alimento por ora, temos “caixa de cozinha” em todos os caminhões, e estamos nos ajudando conforme pode também. Surgiu boato de mortes de motorista que morreu congelado. Mentira, não aconteceu isso. Todos estão salvos”, disse o caminhoneiro Cristiano José Martins.  

Autoridades locais usam tratores com lâmina para raspar camadas profundas da neve e sal para derreter o gelo. As temperaturas chegaram a -17°C. Mais de 100 caminhoneiros brasileiros estão na região esperando a neve baixar para seguir viagem.

“Eles todos foram muito bem atendidos, foram socorridos, foram retirados do local de risco. Os que estão lá estão seguros, as famílias podem ficar tranquilas, porque não há nenhum risco de morte, nenhum motorista está em perigo”, afirmou Paulo de Melo, diretor do Sindicato de Transportadores de Foz do Iguaçu. 

A nevasca ocorreu na última quinta-feira no trajeto que conecta o Brasil aos portos chilenos, no Oceano Pacífico. Foi na cidade de Paso de Jama, no Deserto do Atacama, bem na fronteira entre Chile e Argentina. A região, que fica a mais de 4 mil metros de altitude, também atrai turistas, que sofrem as consequências do excesso de neve.

Na semana passada, 18 turistas brasileiros tiveram que ser resgatados de uma rodovia na região. Uma massa de ar polar elevou a Argentina ao posto de país mais frio do mundo nas últimas 48 horas, desconsiderando as áreas polares. A mínima chegou a -18°C no país.  

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