Um inquérito foi aberto especificamente para apurar se houve facilitação por parte de algum agente público ou um vazamento interno que permitiu a fuga dos investigados.
Entre os foragidos estão Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, ambos apontados como integrantes da cúpula do esquema. Os outros seis procurados são empresários ligados principalmente ao setor de combustíveis.
Esquema bilionário no setor de combustíveis
A operação desarticulou uma rede criminosa que movimentava bilhões de reais através de toda a cadeia do etanol, controlando mais de mil postos de combustíveis em todo o país. A investigação descobriu uma estrutura complexa de empresas de fachada e “laranjas” usada para ocultar o patrimônio dos chefes do grupo.
Mohamad Mourad, o “Primo”, utilizava locadoras para registrar caminhões que, na verdade, eram operados por suas próprias companhias. Além disso, ele registrava mulheres, incluindo familiares, como proprietárias de dezenas de empresas. Ele também é apontado como o principal beneficiário de quatro usinas de combustível adquiridas pela facção.
Segundo Márcia Meng, superintendente da Receita Federal em São Paulo, o grupo se aproveitava de usinas com proprietários em recuperação judicial. Os criminosos quitavam as dívidas, assumiam o controle das operações, mas mantinham os nomes dos donos originais nos registros, forçando donos de postos a comprar gasolina do esquema.
A investigação revelou ainda que a facção detinha um patrimônio superior a R$ 30 bilhões, distribuído em 42 fundos de investimentos. A maioria desses fundos estava sediada na Avenida Faria Lima, em São Paulo, o coração do centro financeiro do país.
O próximo passo da força-tarefa é analisar milhares de documentos e arquivos de computador apreendidos durante a operação. O material servirá como base para a próxima fase da investigação, que busca rastrear todo o patrimônio ilícito e identificar outros integrantes da organização.
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