Tem gente que nunca enxergou o Porto de Paranaguá. Passaram a vida olhando de longe, de costas ou de cima, esperando que o navio do favor pessoal atracasse diretamente na conta bancária. Não sabem o que é gestão, planejamento, eficiência. Só conhecem o som reconfortante da palavra “sim”, dita com medo ou por obrigação. Quando escutam um “não”, surtam. E aí começam os chiliques públicos, as notas plantadas, os ataques vazios de quem nunca construiu nada, mas vive tentando derrubar tudo.
Esses personagens sempre à espreita de uma boquinha tratam o Porto como se fosse uma espécie de cofre pessoal, onde só elogiam se a chave estiver em suas mãos. Quando não está, viram opositores ferozes do que antes aplaudiam de pé. Não é ideologia, nem convicção, é pura conveniência. É o “pague o que eu quero ou viro contra”. República? Transparência? Ética? Isso é ficção científica para elas.
Vivem em bolhas infladas por vaidades, alimentadas por um mundo de indicações, favores e pressões. Nunca enfrentaram um concurso, nunca lideraram um projeto, nunca suaram por um resultado concreto. Mas essas pessoas falam como se fossem as grandes engenheiras do desenvolvimento. A verdade é que só são especialistas em retórica oca, em jogar para a plateia e fazer pose de indignada. Faltam argumentos, sobram gritos.
E quando a gestão caminha com luz própria, entregando números, credibilidade e reconhecimento, o incômodo dessas Marias Loucas é imediato. Porque o progresso não aceita cabresto. A ética não negocia com interesses mesquinhos. E o Porto de Paranaguá, que hoje opera com profissionalismo e transparência, é um espelho que incomoda quem só consegue se ver na penumbra dos bastidores.
É difícil conviver com esse tipo de gentalha? É. Mas é necessário. Para que todos vejam, cada vez mais claramente, a diferença entre quem quer o bem da cidade e quem só quer o bem do próprio bolso.
Porque elogio por depósito não é opinião. É recibo.