Até o tempo colaborou para que a festa fosse com toda a pompa que o Porto Dom Pedro ll, o Porto de Paranaguá, merece. Com nuvens deixando a temperatura amena, nesta segunda-feira (17) o porto completou 90 anos de história. Mas de todos os anúncios realizados na solenidade, o que mais chamou a atenção detalhou o que a edição impressa do JB Litoral desta segunda já adiantava: leilões para arrendamento de áreas do porto à iniciativa privada serão fundamentais para aumentar a capacidade de movimentação de cargas.

“Na pasta de Portos temos um tema muito interessante a todos que se envolvem, de alguma forma, com a infraestrutura. No caso, me refiro aos leilões portuários para podermos aumentar a capacidade de nossos portos, e também elevar o nível de serviço portuário de nosso País. Isso não representa apenas o reflexo dentro de casa, mas também tem muita relação com nossa atratividade a nível internacional”, disse e à reportagem o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, do Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR), Alex Sandro de Ávila.
O secretário também revelou que a pasta deverá realizar 21 leilões este ano e outros 21 em 2026.


ORIGEM DOS RECURSOS E RESULTADO ESPERADO
De acordo com o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), o Estado vai investir R$ 1 bilhão para a construção do Píer em T, sendo a primeira vez que o Estado injeta recursos do Tesouro no Porto de Paranaguá.
“O valor se soma a mais R$ 1,2 bilhão que deve ser aportado pela iniciativa privada, a partir dos valores arrecadados nos arrendamentos dos PARs 14, 15 e 25, que irão a leilão já no mês de abril”, afirmou o governador.


“É o maior investimento dos últimos 50 anos no porto, com dinheiro da Secretaria de Infraestrutura e Logística, para a construção de dois berços, além de mais dois pela iniciativa privada”, explicou o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.
A primeira fase do projeto contempla a construção da ponte entre o cais e os dois novos berços de atracação (sentido oeste). Na segunda fase, está prevista a construção do segundo píer, completando o “T” com mais dois berços (sentido leste).
Cada um dos berços terá capacidade para movimentar até 8 mil toneladas/hora. Hoje, a média é de 3 mil toneladas/hora. Com a capacidade de receber navios maiores, a nova estrutura do Corredor de Exportação Leste (Corex) irá movimentar 32 mil toneladas/hora.
VEIO EM BOA HORA
Ainda segundo o Governo, os projetos básicos estão prontos e, assim que finalizados os processos de arrendamentos dos PARs, seguindo os critérios contratuais, os projetos executivos serão concluídos e as obras iniciadas.


“Nosso corredor de exportação é um dos corações, implantado na década de 1970 e com algum volume de investimento no final da década de 1990. E, desde então, carecia de novos investimentos. É um projeto inovador, um píer offshore, ou seja, que sai daqui do nosso costado e vai um pouco pra frente da baía, dando mais dinamismo e capacidade de movimentação”, ressaltou o presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.