O prefeito de Salvador, Bruno Reis, expressou preocupações sobre a proposta do governo Lula de oferecer gratuidade no transporte público durante os fins de semana, destacando o impacto financeiro significativo para a cidade.
Impacto financeiro da proposta
Em uma entrevista coletiva realizada em 20 de outubro, Bruno Reis, do partido União Brasil, destacou que a implementação da gratuidade no transporte público aos fins de semana poderia custar cerca de R$ 192 milhões por ano aos cofres de Salvador. Atualmente, a cidade já investe aproximadamente R$ 4 milhões mensais no programa “Domingo é Meia”, que oferece desconto nas passagens aos domingos.
“Quem vai pagar essa conta? É uma PEC ou o governo federal? Porque não existe de graça, alguém vai pagar essa conta!”
“Quem vai pagar essa conta? É uma PEC ou o governo federal? Porque não existe de graça, alguém vai pagar essa conta!”
— Bruno Reis
Críticas à falta de financiamento federal
O prefeito criticou a ausência de uma fonte clara de financiamento por parte do governo federal para sustentar a proposta de gratuidade. Ele enfatizou a necessidade de maior participação da União no custeio do transporte coletivo, comparando a política brasileira com modelos internacionais que oferecem subsídios ao transporte público.
Comparações e críticas ao governo estadual
Bruno Reis também fez críticas ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, por anunciar obras de infraestrutura às vésperas das eleições. Ele questionou a promessa de construção de uma segunda ponte entre Juazeiro e Petrolina, mencionando que a administração petista teve duas décadas para realizar a obra.
Além disso, o prefeito apontou atrasos em obras de duplicação de rodovias e na travessia urbana de Juazeiro, contestando a eficácia dos anúncios do governo estadual.