Documentos obtidos com exclusividade pelo portal Vero Notícias mostram que a Boechat do Bairro, hoje denominada Hekos, suprimiu 94,4 hectares de vegetação natural sem autorização em Belford Roxo (RJ) e acumulou R$ 401,4 mil em multas ambientais. À época do escândalo ambiental, a Revita Engenharia, do Grupo Solví, detinha 51% da empresa.
Durante o período do desmatamento, Revita e Boechat também firmaram aditivo de contrato de mútuo. Em 2020, vistoria do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) confirmou a intervenção; a autuação pelos 94,4 hectares resultou em multa de R$ 12,6 mil, enquanto outros cinco processos somavam R$ 388,7 mil.
Dois anos depois, em março de 2024, a multa pela supressão ainda não havia sido paga, e a Hekos pediu sua conversão em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Até junho de 2026, o Vero Notícias não localizou termo celebrado, mês em que nova penalidade de R$ 23,9 mil elevou para R$ 425,3 mil o total nominal da multa.
Atuação questionável
A Solví atua no setor de gestão de resíduos e reúne empresas como Revita, Essencis, CRVR e Battre.
Conforme já revelou o Vero Notícias, companhias do grupo também aparecem em denúncias apresentadas à Macquarie Asset Management, investidora da Solví, envolvendo a atuação da Associação Ação Ambiental contra concorrentes do grupo. O documento aponta possível uso de “lawfare concorrencial”.