A NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) elevou para 97% a chance de o super El Niño atingir intensidade muito forte a partir do início da primavera, no fim de setembro.
A previsão foi divulgada nesta quinta-feira (10) e indica que o fenômeno pode alcançar níveis considerados históricos entre outubro e dezembro de 2026.
Além disso, a Noaa aponta 93% de probabilidade de o aquecimento das águas do Pacífico equatorial continuar em patamar elevado até janeiro, cenário chamado de “Super El Niño”.
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O super El Niño aparece no centro da nova previsão da agência americana, que indica continuidade do fortalecimento do fenômeno até o fim de 2026.

El Niño deve chegar ao pico entre setembro e dezembro, alerta NOAAVídeo: Prof. (Dr.) Suchintan Singh/@suchintan_singh/X
Super El Niño pode superar fenômeno de 1950, considerado o mais intenso
A chance de o El Niño atingir intensidade muito forte entre setembro e dezembro subiu para 95%, segundo a atualização divulgada nesta quinta-feira (10) pela NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) dos Estados Unidos.
A Noaa estima ainda que o trimestre entre outubro e dezembro tenha 75% de chance de registrar um evento histórico, com intensidade superior aos episódios registrados desde 1950.
No entanto, os especialistas alertam que a ocorrência de um El Niño muito forte não significa, necessariamente, que todos os impactos serão mais extremos.
Segundo a agência, o fenômeno aumenta a possibilidade de alterações climáticas associadas ao El Niño, mas os efeitos podem variar em cada região.
Fenômeno já provoca impactos no Brasil e no mundo
Os efeitos do super El Niño já aparecem em diferentes partes do planeta. Na Indonésia, por exemplo, uma seca intensa favorece incêndios florestais e aumenta a presença de fumaça na região.
Na Região Sul do Brasil, o El Niño é conhecido por aumentar a frequência de chuvas e vinha ganhando força desde o inverno deste ano.
De acordo com a NOAA, a temperatura da região do Niño 3.4, área do Oceano Pacífico usada como referência para o monitoramento do fenômeno, ficou em 1,8 °C na média de agosto, valor que já caracteriza um El Niño forte.
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A agência afirma, ainda, que há 75% de chance de um El Niño histórico, com a maior intensidade registrada desde 1950.
Além disso, fortes chuvas atingiram o Rio Grande do Sul no fim de julho. O volume de água provocou o deslocamento de milhares de pessoas no Vale do Taquari, área afetada pela grande enchente de 2024.
O fenômeno também reduziu o fluxo de navios no Canal do Panamá. A operação depende da água armazenada em lagos artificiais, que tiveram queda nos níveis devido à seca.
Ainda em setembro, o Oceano Pacífico registrou um raro trio de furacões, com os sistemas Marie, Karina e Lowell.