Foi inaugurado na tarde da quarta-feira, 2, no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná (MAE/UFPR), no Centro Histórico de Paranaguá, a exposição “Mbyá Rekó Arandu: A cultura Guarani Mbyá do Litoral Paranaense”. A exposição, realizada pela TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e com a Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental, contou com uma cerimônia de abertura para convidados, além da presença de lideranças indígenas, representantes da TCP, do IPHAN, do MAE/UFPR e autoridades municipais. A visitação ao público estará aberta a partir da quinta-feira, 3, das 8h às 20h.
A exposição reúne fotografias, vídeos e objetos produzidos por pesquisadores indígenas das seis aldeias Guarani Mbyá do litoral: Araçaí (Piraquara), Karaguatá Poty e Guaviraty (Pontal do Paraná), Pindoty (Paranaguá), Kuaray Haxá (Morretes) e Kuaray Guata Porã (Guaraqueçaba).
Eliane de Oliveira, coordenadora de Meio Ambiente da TCP, ressalta a importância da mostra e reforça o compromisso da TCP para a valorização da cultura do litoral paranaense, por meio da exposição. “Esse projeto reforça o compromisso da TCP, principalmente com os registros e a cultura do litoral paranaense tanto com os povos tradicionais como as culturas e os povos regionais. Então, essa exposição vem para resgatar e reforçar o compromisso da TCP com essas entregas e os registros dessa cultura dos povos tradicionais, as seis comunidades do litoral paranense”, explica Eliane.

Ao longo da mostra, os visitantes poderão conhecer 28 fotografias, três vídeos temáticos inéditos e cerca de 12 objetos cerimoniais, como o Petynguá (cachimbo), Takuapu (bambu longo e oco), Mbaraká (violão), Mbaraká Mirim (chocalho), Angu’apu (tambor), entre outros, relacionados aos bens culturais: Yvy Rupá (território sagrado), Opy (casa de reza), Nhemongaraí (cerimônia de batismo das sementes e das crianças), Xondaro (guardiões e guerreiros responsáveis por proteger a aldeia), Língua Guarani e Tava (local sagrado).




Fotos: Folha do Litoral News
Visitação
A exposição permanece por um ano no MAE, aberto de terça-feira a domingo, das 8h às 20h. A entrada no museu é gratuita.
“Fica aqui o convite para toda a comunidade de Paranaguá e cidades do entorno vir conhecer e resgatar essa cultura dos povos originários, tradicionais, aqui do nosso litoral”, convida a coordenadora.
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