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Warren Buffett vai falar: começa o Woodstock dos Capitalistas

Omaha é uma cidade no meio-oeste dos Estados Unidos. Às margens do rio Missouri, é a típica localidade do interior norte-americano. Não é um destino turístico óbvio.

Mesmo assim, dezenas de milhares de pessoas cruzam o mundo neste momento rumo à maior cidade de Nebraska.

Todos querem ouvir quem vai subir ao palco no sábado (3), mas não será um show de música country, nem de rock.

A atração tem 94 anos e é Warren Buffett, considerado o mais bem-sucedido investidor da história. É a atração principal da reunião anual dos investidores da Berkshire Hathaway, holding do megainvestidor.

Este é o chamado “Woodstock dos Capitalistas”.

Como toda empresa de capital aberto, a Berkshire Hathaway tem obrigações legais. Uma delas é a realização de uma reunião anual com acionistas. É aquele momento de aprovar atas, memorandos, números e deliberar sobre a companhia.

Muitos diriam: é a típica reunião que poderia ser um e-mail.

O que tinha de tudo para ser uma verdadeira chatice, porém, se transformou em um dos eventos mais importantes — e curiosos — do capitalismo mundial. Por alguns dias, Omaha se transforma na meca dos interessados em finanças.

Essa, porém, não é uma reunião corporativa qualquer. Esqueça os auditórios decorados sobriamente e sem grande personalidade. Buffett recebe seus sócios em uma arena que tem 19 mil lugares e é palco de shows, jogos de basquete, vôlei e até lutas de WWE.

Na plateia, não há camisetas de banda, mas sobram camisas sociais e calças chinos. Sem letras de música para decorar, o público quer mesmo saber os códigos das ações preferidas de Buffett. Querem trocar experiências e ouvir o que pensa o midas dos investidores.

Churrasco e cerveja

O “Woodstock dos Capitalistas” ocorre oficialmente no sábado, 3 de maio. O clima de festival, porém, é visto antes com a chegada dos investidores. Há uma série de encontros paralelos dos acionistas da Berkshire Hathaway — muitos acompanhados de churrasco ou até cerveja.

Nessa tribo dos investidores, discute-se de tudo. Estratégias e técnicas de alocação de recursos, novas teses de investimento, retorno obtidos no passado, análise macroeconômica e setorial em um sem-número de temas relacionados ao mundo dos investimentos.

Na sexta-feira (2), a arena da reunião anual abre as portas para a distribuição das credenciais aos acionistas e, junto, ocorre uma feira muito distinta. São dezenas de expositores com uma condição: todas são empresas investidas de Warren Buffett.

Lá, estarão desde as pilhas Duracell à fabricante de lingerie Fruit of the Loom, passando pelos doces e chocolates da See’s Candies. Todas vendem com bons descontos a quem, assim como Buffett, investe nessas empresas.

Também há fabricantes de móveis, brinquedos, uniformes profissionais, companhias de serviços de fretamento aéreo, transporte ferroviário, seguradora e distribuidora de energia elétrica.

Todas as empresas têm o dedo — e muitos milhões — de Buffett.

O grande evento acontece no sábado, quando os portões abrem às 7h da manhã para a principal atração. A reunião começa às 8h e vai até às 16h. Dessas oito horas, cinco serão dedicadas exclusivamente à sessão de perguntas e respostas entre investidores e Buffett.

Todo esse curioso evento nasceu por iniciativa de Buffett, que acredita fortemente na transparência das decisões de investimento e na comunicação direta com os acionistas.

Para alcançar esses dois objetivos, nada melhor que conversar cara a cara com seus sócios — mesmo que sejam pequenos investidores em uma gigantesca arena.

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