O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou que continuará fazendo críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e declarou que “não tem o rabo preso” com ninguém. A fala ocorreu durante entrevista à RECORD, exibida neste domingo (6), em meio à crise envolvendo ministros da Corte e as investigações relacionadas ao Banco Master.
“Vou continuar”, respondeu Zema ao ser questionado se manteria as críticas ao STF. Na sequência, o candidato afirmou: “Eu não tenho o rabo preso. Tem muitos concorrentes aí que têm”. Apesar da fala forte, o político mineiro não citou nominalmente nenhum adversário.
A fala ocorre em um momento de forte tensão no Supremo. O cenário se agravou após o ministro André Mendonça, relator do caso, tirar o sigilo de conversas do ministro Alexandre de Moraes com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Moraes deu o troco usando relatório da Polícia Federal sem assinatura que apontam possíveis crimes de responsabilidade, abuso de autoridade e improbidade administrativa.
Candidato a presidente, Romeu Zema (Novo), em entrevista à RECORDFoto: Reprodução/RECORDO presidente do STF, ministro Edson Fachin, deu cinco dias para que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, apresentem explicações.
Ao tratar do tema, Zema apresentou sua posição como um diferencial em relação aos demais candidatos e disse que pretende mudar a situação caso seja eleito presidente. O candidato também afirmou que, durante seus 7,5 anos à frente do governo de Minas Gerais, não permitiu que situações de fraude ficassem sem investigação.
Zema critica STF, mas não cita Moraes
Durante a entrevista em que Zema critica o STF, o ex-governador de Minas disse que “o Brasil está muito preocupado” com a crise do Supremo e a corrupção. Ele afirmou que quer ser um presidente capaz de alterar a situação atual.
Porém, apesar do tom áspero, o candidato a presidente não deu mais detalhes de como pretende resolver a crise do STF e evitou críticas diretas aos ministros.
O tom contrasta totalmente com o discurso do meio da semana, quando defendeu publicamente a prisão de Alexandre de Moraes. “Impeachment é pouco. Ele merece é cadeia”, declarou.