No mercado automotivo brasileiro, algumas marcas deixaram lembranças, outras mal chegaram a esquentar os motores e já deram tchau. De um lado marcas como Mazda, Seat, Lifan, Daihatsu e Sssangyong de outro uma nova onda, liderada pelas fabricantes chinesas vem ocupando espaço nas concessionárias.
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Agora, o movimento é inverso: a indústria vive uma nova fase de expansão, marcada pela invasão das chinesas, que chegam com fôlego para eletrificar e baratear o acesso à tecnologia. Changan, GAC, Leapmotor e Riddara postam no Brasil como um mercado estratégico.
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As que saíram
Mazda
Imagem: Divulgação
A japonesa chegou ao Brasil nos anos 1990, trazendo modelos como 323 e 626. Apesar de bons produtos, enfrentou um cenário desfavorável: alta do dólar, falta de rede consolidada e concorrência pesada. Em 1999, deixou o país, e desde então nunca mais voltou oficialmente.
Seat

Imagem: Divulgação
A espanhola, parte do Grupo Volkswagen, apostou no mercado brasileiro entre 1995 e 2002. Modelos como Ibiza e Córdoba até agradaram, mas esbarraram em preços altos e na concorrência direta com carros da própria VW, que eram mais baratos. Resultado: a Seat saiu de cena e virou apenas lembrança.
Lifan

Imagem: Divulgação
A chinesa Lifan chegou prometendo SUVs acessíveis, como o X60, mas a realidade foi outra. Problemas de pós-venda, rede fraca de concessionárias e queda nas vendas decretaram seu fim no Brasil em 2020.
Daihatsu

Imagem: Newspress
Nem todo mundo lembra dessa, mas a japonesa Daihatsu também já teve presença no Brasil. A marca desembarcou por aqui em 1994, apostando em modelos como o Cuore, o sedã Applause e o SUV compacto Terios.
Apesar do portfólio interessante, a trajetória foi curta. Em 1999, a fabricante encerrou suas atividades no país. O motivo principal esteve ligado ao cenário econômico: a valorização do dólar no período tornou a importação inviável, prejudicando a competitividade da marca frente a rivais já consolidados.
SsangYoung

Imagem: Divulgação
A SsangYong já teve várias tentativas de conquistar o público brasileiro – e nenhuma delas emplacou de fato. Apesar de sua relevância na Coreia do Sul, onde carrega o título de montadora mais antiga do país, a marca nunca conseguiu se firmar por aqui.
A primeira passagem ocorreu entre 2001 e 2015, sob a gestão da importadora Districar. Depois, voltou em 2017, dessa vez representada pela Venko Motors, mas encerrou as atividades novamente em 2019. Mesmo com SUVs robustos em seu portfólio, como o Korando, Actyon e Rexton, a marca nunca chegou a ser notada pela maioria dos consumidores brasileiros.
A própria trajetória da fabricante foi marcada por altos e baixos. Após enfrentar dificuldades financeiras, a SsangYong chegou a pedir falência. Foi então adquirida pelo KG Group, passando por uma reformulação que resultou em um novo nome: KG Mobility.
As que estão chegando
Changan

Imagem: Divulgação
Para quem não se lembra, a Changan já esteve no Brasil entre 2006 e 2016. Inicialmente, trouxe micro-vans e utilitários leves sob a marca Chana Motors, adotando oficialmente o nome Changan em 2011. Apesar de um período de dez anos, a operação foi encerrada em 2016, deixando o mercado nacional.
Mas agora a história promete ser diferente. A marca planeja retornar ao Brasil em 2027 com uma estratégia completamente renovada: foco em SUVs modernos, eletrificação e conectividade. Modelos híbridos e totalmente elétricos devem compor o portfólio, incluindo opções como o Changan CS75 Plus. Há ainda a possibilidade de uma parceria local com a CAOA, que facilitaria tanto a importação quanto uma futura produção nacional.
GAC (Guangzhou Automobile Group)

Imagem: Divulgação
Recém-chegada, a GAC desembarcou no Brasil neste ano com força, iniciando suas operações em 83 pontos de venda espalhados por 33 concessionárias. Até o final do ano, a marca pretende expandir sua rede para 120 pontos e alcançar 8 mil unidades vendidas entre maio e dezembro.
A ambição para 2026 é ainda maior: a GAC mira 29 mil carros vendidos, mostrando que veio para competir de verdade. O portfólio inicial é totalmente voltado para a eletrificação: quatro modelos elétricos e um híbrido.
O destaque fica por conta do Aion Y, um compacto 100% elétrico; do Aion V, SUV elétrico médio; do Hyptec H, outro SUV elétrico; do GS4, também SUV; e do sedã elétrico Aion ES.
Leapmotor

A chinesa Leapmotor, startup de carros elétricos que tem a Stellantis como parceira estratégica, oficializou sua chegada ao mercado brasileiro em agosto de 2025. O marco foi a chegada do primeiro lote do SUV C10, que desembarcou no Porto de Santos no início do mês.
O modelo, que será a porta de entrada da marca no país, chega em duas configurações: 100% elétrica (BEV) e com extensor de autonomia (REEV).
MG (Morris Garage)

Imagem: Divulgação
A MG, marca inglesa famosa por seus carros esportivos e compactos, está de volta ao Brasil, agora sob o comando da chinesa SAIC Motor.
A estreia está prevista para o final do ano, e a empresa já começou a se preparar para operar por aqui: três modelos totalmente elétricos foram homologados, o hatch MG4, o SUV MG S5 e o esportivo conversível MG Cyberster.
Riddara

Imagem: Divulgação
A Riddara é uma fabricante chinesa de picapes elétricas que integra o grupo Geely, responsável também por nomes como Volvo, Lotus e Zeekr. A estreia oficial da marca no Brasil aconteceu em julho do ano passado, durante o Festival Crossroads, em Curitiba (PR).
O modelo escolhido para a estreia da marca foi a RD6 Pro Luxury, equipada com motor elétrico de 272 cv e autonomia de até 517 km.