“Cargos passam, mas a coerência fica.” A frase sintetiza uma das principais mensagens apresentadas pelo presidente da Câmara Municipal de Paranaguá, Adalberto Araújo, em pronunciamento realizado no dia 17 de agosto, na tribuna da Casa de Leis.
Na ocasião, o parlamentar refletiu sobre a transitoriedade do poder, a coerência na vida pública, a representatividade do Litoral do Paraná e a responsabilidade do eleitor na escolha de seus representantes.
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Adalberto Araújo destacou que as posições de comando são temporárias e que, acima dos cargos, permanecem os princípios e a trajetória construída ao longo da vida pública. Nesse contexto, sua atuação parlamentar também é marcada pela autoria da Lei da Ficha Limpa Municipal, iniciativa que estabelece critérios de moralidade para o acesso a cargos públicos no âmbito do município e reforça, na prática, a defesa de responsabilidade e ética na vida pública.
“As cadeiras de comando são transitórias. O que permanece na história desta Casa de Leis é a força dos nossos princípios e a solidez da nossa biografia.”
Ao abordar as eleições, o presidente ressaltou seu papel como instrumento de participação popular e fortalecimento da democracia. Para ele, o processo eleitoral deve priorizar o debate de ideias e propostas voltadas ao futuro.
Coerência na vida pública
Um dos eixos centrais do discurso foi a defesa da coerência ao longo da trajetória política. Adalberto Araújo afirmou manter as mesmas convicções desde o início de sua carreira parlamentar, iniciada em 2012.
“Há quem mude de conduta conforme os ventos da conveniência. Eu não.”
Segundo o presidente, a atuação política deve estar fundamentada em princípios que ultrapassem circunstâncias eleitorais e interesses momentâneos.
A força do Litoral
Outro destaque foi a defesa de maior articulação política entre os municípios do Litoral do Paraná. Adalberto Araújo afirmou que, há mais de uma década, defende a redução da dispersão das candidaturas locais como estratégia para fortalecer a representação regional.
Segundo ele, o Litoral reúne aproximadamente 200 mil votos, o que poderia representar uma força política significativa diante de uma maior convergência entre os municípios.
“Essa força unida tem o poder real de eleger representantes legítimos.”
Na avaliação apresentada na tribuna, uma articulação regional poderia ampliar as possibilidades de representação do Litoral na Assembleia Legislativa do Paraná e na Câmara dos Deputados.
União, mas com critérios
A defesa da união regional, entretanto, foi acompanhada de uma ressalva: para Adalberto Araújo, essa articulação não deve ocorrer sem critérios éticos.
“A união que defendi jamais foi um acordo às cegas.”
O presidente defendeu que o eleitor conheça a trajetória dos candidatos, analise seu histórico e investigue sua conduta antes de decidir. Ao tratar do tema, citou o favorecimento familiar, o nepotismo e situações que possam envolver improbidade administrativa como práticas que devem ser rejeitadas.
“A maturidade exige filtros severos. O eleitor precisa analisar o passado, investigar a conduta.” As referências foram feitas de maneira geral, sem indicação nominal de candidatos ou grupos políticos.
Fora da disputa
Durante o pronunciamento, Adalberto Araújo também afirmou que não seria candidato no pleito ao qual se referia. Segundo ele, estar fora da disputa permitiria uma análise do cenário sem a busca por votos ou por um palanque próprio.
Nesse contexto, avaliou que a redução no número de candidaturas locais poderia ampliar as possibilidades de eleição de representantes da região.
“Esse afunilamento nos dá chances reais e concretas de conseguirmos um êxito histórico nas urnas.”
Na parte final, o presidente defendeu que a força do Litoral esteja acima de siglas, ideologias ou posicionamentos individuais, em torno de interesses comuns da região.
Aos eleitores, deixou um apelo por uma escolha consciente, baseada na trajetória e na conduta daqueles que se apresentam para ocupar cargos públicos.
Ao concluir, reforçou a identidade regional com duas mensagens que sintetizaram o pronunciamento: “Cargos passam, mas a coerência fica.”
E, em referência à força de Paranaguá no contexto regional: “O litoral é gigante, Paranaguá é soberana. ”
Fonte: Da Assessoria