Entidades do setor bancário reagiram à decisão do Tribunal de Contas da União que determinou a suspensão de novos empréstimos consignados do INSS. Em nota, a Febraban, a Associação Brasileira de Bancos e a Zetta afirmaram ver a medida com “preocupação, surpresa e insegurança”.
A suspensão foi determinada com base em representação do MP que apontou falhas operacionais, vazamento de dados e fraudes. O TCU proibiu novos contratos nas modalidades de cartão consignado e condicionou a retomada do empréstimo pessoal à implementação de travas de segurança pela Dataprev.
Segundo as entidades, a decisão impacta mais de 17 milhões de beneficiários e interrompe um mercado que movimenta cerca de R$ 100 bilhões ao ano. Os bancos alertam que, sem o consignado, cuja taxa média gira em torno de 1,82% ao mês, aposentados e pensionistas elevam o risco de endividamento.