Em 2015, a então FCA inaugurou a fábrica de Goiana (PE) para produzir, inicialmente, modelos da Jeep. Com isso, a marca até então conhecida por modelos importados, mais caros e bem segmentados, entraria na briga pelo volume de mercado no Brasil, uma virada bastante ambiciosa. E isso começou com o Renegade, um SUV compacto que logo caiu no gosto do brasileiro.
No mesmo ano, apenas com o seu novo carro, a Jeep já apareceu em 10ª entre as montadoras no Brasil, com 47.791 unidades em um mercado de 2.476.823, o primeiro ano em que não chegamos a 3 milhões de unidades em nosso mercado. Seu 1,69% de participação parecia pouco, mas para quem pouco tinha, isso já foi motivo de festa e celebração, além da chegada de novos nomes em seguida.
85
Fonte: Mario Villaescusa / Motor1.com
Até 2021, tudo estava bem
Em setembro de 2016, chega o Compass, SUV médio com uma proposta diferente do Renegade, mas com quem divida a plataforma e alguns componentes, como o motor 2.0 turbodiesel. Enquanto o mercado geral retraiu para ainda mais para 1.986.302 unidades no ano, a Jeep foi a 59.042 unidades emplacadas, mantendo a 10ª posição, mas com 2,97% de participação, quase o dobro do ano anterior.
Em 2017, ano em que vimos apenas 2.172.235 unidades emplacadas em um mercado complicado, a Jeep celebrou mais um crescimento, principalmente pelo Compass, com 88.185 unidades e 4,06% de participação, subindo uma posição no ranking. Para 2018, mais um ano para a Jeep celebrar, com 106.945 unidades, 4,33% de participação, outro crescimento e acima das 100 mil unidades pela primeira vez.

O mesmo se repete em 2019, com um mercado de 2.658.923 emplacamentos e a Jeep respondendo por 129.462 unidades, ou 4,87% de participação e mais uma subida para a 8ª posição entre as montadoras. Já no primeiro ano da pandemia, 2020, o mercado todo sente problemas de produção, vai a 1.950.889 unidades, e a Jeep é uma das prejudicadas, com sua primeira queda, de 110.159 unidades, mas a participação de 5,65% e ainda na 8ª posição.
O pico vem em 2021, com o Compass recebendo o novo motor 1.3 turbo e levando os compradores para os concessionários em busca da novidade e a chegada do Commander, o primeiro 7-lugares nacional da marca. Mesmo com o mercado sentindo novamente a crise e emplacando abaixo das 2 milhões de unidades, a Jeep celebrou seu recorde até aqui: 148.763 emplacamentos, 7,53% de mercado e a 6ª mais vendida entre as montadoras.

Os novos concorrentes chegaram com a mira apontada
O ano seguinte foi mais um de queda para a Jeep, principalmente do Renegade diante de concorrentes como o Chevrolet Tracker e Hyundai Creta. Em mais um ano abaixo de 2 milhões de unidades emplacadas, a Jeep também perde, com 137.540 unidades e 7,03%, mantendo a 6ª posição nas montadoras. O Renegade recebeu o 1.3 turbo, mesmo assim não deu para recuperar.
Em 2023, o cenário segue complicado para a Jeep. Chegam BYD e GWM que, mesmo sem um grande volume nas lojas, já se colocavam no ranking entre as 21 mais vendidas em um mercado que voltava a passar 2 milhões de unidades, mas a Jeep viu outra queda, com 126.957 unidades, 5,85% de participação e ainda o 6º lugar.

Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com
Para 2024, o mercado voltou a registrar quase 2,5 milhões de unidades e a Jeep viu mais uma queda, com 121.287 unidades emplacadas e volta a 7ª posição. A BYD se aproxima com o Song Plus, assim como a GWM com o Haval H6, uma dupla híbrida e maior que o Compass na mesma faixa de preço.
Em 2025, o ano fecha com 4,87% de participação para a Jeep, ou 124.112 unidades emplacadas, uma leve melhora com algumas mudanças feitas no catálogo sobre versões. Logo abaixo, a BYD já aparece com 112.814 unidades, reflexo da estratégia de preços e eletrificação justamente na faixa dos R$ 200 mil, onde a Jeep praticamente reinava com Compass e Commander.
| Ano | Total mercado | Jeep |
| 2015 | 2.476.823 | 41.791 (1,69%, 10ª) |
| 2016 | 1.986.302 | 59.042 (2,97%, 10ª) |
| 2017 | 2.172.235 | 88.185 (4.06%, 9ª) |
| 2018 | 2.470.653 | 106.945 (4,33%, 9ª) |
| 2019 | 2.658.923 | 129.462 (4,87%, 8ª) |
| 2020 | 1.950.889 | 110.159 (5,65%, 8ª) |
| 2021 | 1.974.431 | 148.763 (7,53%, 6ª) |
| 2022 | 1.957.699 | 137.540 (7,03%, 6ª) |
| 2023 | 2.179.356 | 126.957 (5,83%, 6ª) |
| 2024 | 2.484.740 | 121.287 (4,88%, 7ª) |
| 2025 | 2.549.462 | 124.112 (4,87%, 7ª) |

Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com
E em 2026?
Até julho, o Brasil emplacou 1.624.740 unidades, 19,3% a mais que o mesmo período acumulado em 2025. A Jeep responde por 65.540 emplacamentos, ou 4,03% de participação, número estável comparado as 65.517 unidades do mesmo período de 2025, com 4,81%. Mas isso não significa que tudo será igual.
É justamente a chegada do Avenger que deve aumentar essa participação da Jeep no restante de 2026. Temos cinco meses pela frente para a marca subir da atual 8ª posição e tanto não ser ultrapassada pela Honda e suas atuais 63.350 unidades e poder ultrapassar a Renault, com 74.499 emplacamentos. Tudo está nas mãos do Avenger e, um pouco, na espera pelo Compass MHEV.
Queremos a sua opinião!
O que você gostaria de ver no Motor1.com?
Responda à nossa pesquisa de 3 minutos.
– Equipe do Motor1.com