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Corsa Sedan rodou bem pouco e custa quase um hatch 1.0 novo

O Chevrolet Corsa Sedan surgiu em 1995, um ano após o lançamento do hatch de mesmo nome. Seu estilo moderno logo caiu no gosto do brasileiro. Em 2002, veio a segunda geração, mais moderna e preparada para rivalizar com Renault Clio Sedan, Fiat Siena e Ford Fiesta Sedan.

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Se já é raro encontrar um Corsa Sedan da primeira geração, imagine um G2 da primeira leva – 2003 – com apenas 16 mil km.  O modelo está à venda por R$ 67 mil pelo Reginaldo de Campinas, valor que dá para comprar um “popular” como Kwid ou Mobi depois da redução de IPI proposto pelo programa do governo “Carro Sustentável“.

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O motor é o bem conhecido 1.8, da Família I e que se estendeu a outros membros da família Corsa. O sedã à venda traz como opcionais travas e vidros elétricos para as quatro portas, além de direção hidráulica e sistema com aquecimento e ar-condicionado. Por dentro, o acabamento é simples comparado ao do Corsa Sedan G1, mas, pelo menos, ainda traz tecido nas portas.

Outro detalhe é o revestimento dos bancos que, ao invés do veludo, traz um tecido mais rudimentar e que, no exemplar do Reginaldo, está em ótimas condições.

O painel é completo e traz toda a instrumentação para os padrões da época, incluindo o tacômetro (conta-giros) e o indicador de temperatura do líquido de arrefecimento do motor. Próximo ao câmbio, há uma trava de segurança aftermarket, um acessório muito popular usado nos anos 1990 e 2000 para coibir furtos.

Na parte externa, a carroceria pintada em prata ainda esbanja vitalidade e brilho, combinando com as calotas originais, sem riscos ou ralados.

COMO FOI A ESTREIA DO CORSA SEDAN NO BRASIL?

Chevrolet Corsa Piquet fez parte as versões da primeira geração do hatch compacto
Imagem: Divulgação

Pegando carona no sucesso do Chevrolet Corsa de 1994, no ano seguinte, como linha 1996, a General Motors do Brasil enxergou uma oportunidade de lançar um sedã compacto e moderno. Assim chegou o Corsa Sedan, nas versões GL e GLS com motor 1.6 com injeção eletrônica multiponto, a M.P.F.I. (Multi Point Fuel Injection).

Bem mais espaçoso que o hatchback, o Corsa Sedan chegou trazendo a vantagem do volume extra do porta-malas: 390 litros, 130 l a mais. Fora isso, outro ponto forte do sedã era o propulsor de exatos 1.598 cm³ com 92 cavalos e torque de 13 kgfm (a 2.800 rpm), ideal para o uso urbano e rodoviário. No consumo, fazia 9,2 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada. 

Em 1997, a topo de gama passou a vir com propulsor 1.6 16V, que deu ao Corsinha mais 10 cv. O torque máximo passou para 14,8 kgfm (a 4.000 rpm). Com as mudanças, o rendimento na cidade caiu para 8,3 km/l, mas na rodovia, subiu para 15 km/l.

Em contrapartida, a GL, que manteve o motor de oito válvulas, passou a ser a única com opção do câmbio automático a partir de 1998. Curiosamente, a luxuosa GLS não tinha essa opção.

O período ficou marcado com a vinda da Sedan Wind 1.0 8V de 60 cv. Dentro da linha das 1.000 cc, em 1999, veio a Super que se diferenciava pelo motor multiválvulas, com um ganho de oito cavalos. Esta unidade também equipou a série especial Milenium, lançada no mesmo ano. 

A SEGUNDA GERAÇÃO DO CORSA SEDAN CRESCE

Chevrolet Corsa
Chevrolet Corsa da segunda geração ficou maior e mais sofisticado, além de ter versões com melhor desempenho
Imagem: Divulgação

A segunda geração do Chevrolet Corsa Sedan aportou em 2002 totalmente reformulada. O conjunto frontal lembrava o da família Astra. Em tamanho, o novo modelo crescia em 144 mm (4.026 mm) no comprimento, 38 mm na largura (1.646 mm), 44 mm na altura (1432 mm) e 48 mm na distância de entre-eixos (2.491 cm). O porta-malas passou de 390 para 432 litros.

Ainda que tenha evoluído em tamanho, no acabamento deixava a desejar, com o abandono do refinado tecido aveludado presente desde a versão mais simples GL. Agora, as versões se resumiam apenas à 1.0 de 71 cv e à 1.8 de 102 cv. Uma das novidades da 1.8 era o teto solar, um item raríssimo para a época, bem como o sistema Autoclutch, disponível para a 1.0.

Tratava-se do recurso de embreagem automática (similar ao Fiat Palio Citymatic) no qual o usuário poderia trocar as marchas manualmente, dispensando assim o pedal da embreagem. Tal como no modelo da Fiat e da GM, estas engenhocas não vingaram e se tornaram “cabeça de bacalhau” no mercado de usados.

Com a popularidade dos multicombustíveis, em 2003, a GM optou por trocar o 1.8 só a gasolina pelo FlexPower de 109 cv com etanol e 105 cv com o combustível derivado do petróleo. A 1.0 só foi atualizada para a era bicombustível – 79/77 cv – no ano de 2005, quando toda a gama passou a ser distinguida pelas opções Joy, Maxx e Premium.

Ainda em 2005, o propulsor 1.8 passou a render 114/112 cv, um ganho de 4,5% com etanol e 6,5% com gasolina. Para 2007, surgiu o 1.4 EconoFlex 105/99 cv que se juntou ao 1.0 e ao 1.8. A essa altura, a 1.0 equipava a Joy e Maxx como opções de entrada, enquanto a 1.8 passou a equipar somente a Premium. Outra alteração na linha ocorreu no acelerador eletrônico com o sistema drive by wire.

No ano de 2009, o sedã passou a ser vendido apenas com o propulsor 1.4 EconoFlex e assim foi até o seu término de produção, ocorrido em 2012.

O fato é que a segunda geração do Chevrolet Corsa Sedan nunca foi um sucesso de verdade se comparado ao então Classic, que nada mais era do que a primeira geração do sedã e perdurou até 2016.

 

 

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