O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (25) que a redução dos juros no Brasil depende de uma melhora das contas públicas, mas também do enfrentamento de questões estruturais. A declaração foi feita em São Paulo, durante jantar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com empresários e executivos. Segundo o ministro, juros mais baixos devem ser um legado de um eventual novo governo de Lula.
Ao tratar da trajetória dos juros, Durigan disse que o processo não pode ser explicado apenas pelo ajuste fiscal, embora tenha ressaltado a importância da melhora nas contas públicas. Segundo ele, o governo elevou o resultado primário em dois pontos porcentuais do Produto Interno Bruto (PIB).
No encontro, organizado por Esfera, Prerrogativas e Parlatório, o ministro defendeu a condução fiscal da atual gestão. Durigan afirmou que nenhuma proposta enviada pelo Executivo e aprovada pelo Congresso ficou sem fonte de receita ou adequação orçamentária.
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O ministro também criticou integrantes da equipe econômica do governo Jair Bolsonaro. Segundo ele, houve despesas contratadas sem a respectiva receita.
Durigan acrescentou que a responsabilidade fiscal deve ser compartilhada pelos três Poderes. Como exemplo, citou a atuação do governo no Supremo Tribunal Federal (STF) no caso da desoneração da folha de pagamentos. De acordo com o ministro, o Judiciário estabeleceu que o Congresso não pode aprovar medidas sem compatibilidade orçamentária.
Na avaliação de Durigan, a redução dos juros no país exige combinação entre melhora fiscal e enfrentamento de fatores estruturais, dentro de um ambiente de responsabilidade orçamentária compartilhada entre Executivo, Legislativo e Judiciário.
Fonte: Estadão Conteúdo
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