Um cenário que se repete e segue preocupando: a BR-101 ainda é a rodovia mais perigosa de Santa Catarina. Somente nos três primeiros meses deste ano, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) registrou 987 acidentes e 25 mortes ao longo da 101, que corta o Estado de Norte a Sul. Números que reforçam que não há melhorias efetivas na infraestrutura e na segurança viária.
Buracos na pista, falta de acostamento e de passarelas para travessia de pedestres, sinalização ineficiente e drenagem insuficiente, entre outras situações, não podem mais ser admitidas nas rodovias, muito menos em uma BR tão importante e que é concessionada, que arrecada muito dos motoristas e investe muito pouco como contrapartida.
De acordo com dados da CNT (Confederação Nacional do Transporte), o trecho Norte da BR-101 tem três dos dez pontos com maior número de acidentes em rodovias federais de todo o Brasil. Não dá mais para fugir do óbvio: Santa Catarina não pode ficar inerte à falta de infraestrutura nas estradas.
Cada acidente causa transtornos, filas e atrasos, prejudica a economia. E cada vida perdida em acidentes é inaceitável. É preciso que as lideranças públicas, políticas e sociedade civil se unam em busca de recursos para as nossas rodovias. É necessário planejamento e investimento na segurança das estradas catarinenses, em especial na BR-101.
Como bem ressaltou o presidente da Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina), Dagnor Schneider, os números de acidentes e mortes se repetem ano após ano e o que vemos é uma rodovia extremamente importante para o usuário e para o escoamento da produção catarinense sendo negligenciada.
Falta prioridade. É inadmissível que trechos pedagiados sigam liderando o ranking nacional de acidentes. Essa realidade precisa mudar. A BR-101 de Santa Catarina precisa ser prioridade.